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23 de abr de 2008

Ensinando sobre Terremoto

A melhor situação de ensino-aprendizagem que podemos ter é quando o objeto tem significado para o aluno. Os abalos sísmicos eram uma realidade muito distante para a maioria do brasileiros e ontem deixou de ser. Essa é uma excelente oportunidade para abordar o assunto com as crianças.



abalo sísmico = terremoto = terramoto

Definição: fenômeno de vibração brusca e passageira da superfície da Terra, causada por movimentos subterrâneos de placas rochosas, de atividade vulcânica, ou por deslocamentos (migração) de gases no subsolo, principalmente metano.
Causa: liberação rápida de quantidades grandes de energia na forma de ondas.
Efeitos: vibração do solo, abertura de falhas, deslizamentos de terra, tsunamis, mudanças na rotação da Terra.
Unidade de Medida: Escala Richter, originalmente de 0`a 9, hoje aceita-se que possam haver tremores maiores ou menores.
Magnitude:
  • Micro - até 2,0 graus: apenas registrado pelo sismógrafo - cerca de 8000/dia
  • Muito pequeno - de 2,0 ~ 2,9 graus: apenas registrado pelo sismógrafo - cerca de 1000/dia
  • Pequeno - 3,0 ~ 3,9 graus: Frequentemente sentido mas raramente causa danos - cerca de 49.000/ano
  • Ligeiro - 4,0 ~ 4,9 graus: Tremor notório de objectos no interior de habitações, ruídos de choque entre objectos. Danos importantes pouco comuns - cerca de 6200/ano
  • Moderado - 5,0 ~ 5,9: Pode causar danos maiores em edifícios mal concebidos em zonas restritas. Provoca danos ligeiros nos edifícios bem construídos - cerca de 800/ano
  • Forte - 6,0 ~ 6,9 graus: Pode ser destruidor em zonas num raio de até 180 quilómetros em áreas habitadas - cerca de 120/ano
  • Grande - 7 ~7,9 graus: Pode provocar danos graves em zonas mais vastas cerca de 18/ano
  • Importante - 8 ~ 9 graus: Pode causar danos sérios em zonas num raio de centenas de quilômetros.
  • Excepcional - 9,0 graus ou mais: Devasta zonas num raio de milhares de quilômetros - cerca de 1 a cada 20 anos
Duração: 1 ~ 600 segundos (isso mesmo...10 minutos!)
Curiosidade:Porque existem terremotos com intensidade menor do que 0 (zero)? Porque na época (1935) em que foi criada o zero foi atribuído ao ao menor tremor sentido pelo equipamento. Os equipamentos se modernizaram e portanto temos tremores menores do que zero!
O mais forte: no Brasil foi de 6,2 graus na escala Richter, em Porto dos Gaúchos, em Mato Grosso, em 1955.

Dicas:
Durante o tremor:
  • Não saia da casa ou apartamento, fique longe das janelas e não use elevador;
  • Feche o registro do gás;
  • Mantenha a porta de saída aberta;
  • Fique em baixo de uma mesa, em um canto ou embaixo do batente da porta;
  • Mantenha-se longe de árvores, prédios, muros, estantes, armários e postes de energia;
  • No carro, estacione. Evite passar sobre pontes e não saia;
  • Em local público, não corra.
Acabou, e agora?
  • Mantenha-se alerta, outros tremores podem ocorrer;
  • Procure por vazamentos de gás e água;
  • Ligue o rádio ou a TV e busque por notícias;
  • Verifique se há rachaduras nas paredes, teto e fundações;
  • Se decidir sair, deixe um recado.
Sugestão para trabalhar com as crianças:
  • Conversar sobre as impressões.
  • Abuse das imagens.
  • O que é um terremoto?
  • Porque acontecem?
  • Foi forte ou fraco?
  • O que fazer? Por quê?
Deixe que as crianças respondam e apenas conduza a discussão complementando o que faltar.
Faça um registro em forma de texto ou desenho.
Eu passei por vários terremotos, pois vivi no Japão
entre 1991 e 1994. O mais forte que peguei foi de pouco menos que 6,0 graus.
Felizmente estava de volta ao Brasil quando a cidade de Kobe foi atingida, mesmo
assim a sensação é de impotência. Lá as pessoas estão super acostumadas, às veze
nem param de trabalhar. Passei por momentos difíceis quando estava hospitalizada
(tinha ganhado nenê), toda cheia de soro e com sonda. Cerca de 2 meses depois
precisei rolar meu bebezinho para baixo de uma mesa (dessas que você precisa
sentar no chão), enquanto meu mais velho, na época com 5 anos, já estava
lá embaixo sozinho. E essa é a parte interessante. Meu filho mais velho agia com
naturalidade, pois recebia treinamento na escolinha!

Aqui no Brasil não faria sentido fazer o mesmo, mas
poderíamos ter treinamento para casos de incêndio. Fica minha
sugestão!

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