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10 de mai de 2009

Criando filhos para a vida

Crio meus filhos para vida e não para ficarem presos à barra da minha saia e digo sempre à eles: vocês precisam aprender a se virar sozinhos, mamãe não é eterna.
Em cada fase da vida deles fui dando um empurrãozinho e os poucos adquiriram autonomia.

Com dois ou três anos, vestiam-se sozinhos, tomavam seu banho, escovavam os dentes, arrumavam suas bagunças. Claro que eu sempre estava por perto para dar aquele "toque final", mas sempre foram estimulados para que não dependessem de mim.

Com quatro ou cinco anos já me ajudavam na cozinha, na limpeza da casa e em outras tarefas.

Por volta dos sete anos, não picava mais seus alimentos e também não os acompanhava mais ao banheiro.

Sempre fizeram suas lições de casa sozinhos, eu estava lá, pronta para tirar as dúvidas, mas nunca totalmente disponível, sentada ao lado deles, a lição de casa era responsabilidade deles e não minha.

Nunca obriguei-os a estudar para provas, apenas lembráva-los disso. Notas baixas? Algumas vezes sim, mas arcavam com as consequências. Nunca repetiram de ano! Minha única exigência em relação à escola era para que não desrespeitassem seus professores, por pior que eles pudessem parecer, que pensassem que eu também era professora e que não iriam gostar que algum aluno me faltasse com o respeito.

Um pouco maiores passaram a ter algumas obrigações dentro de casa como lavar a louça, recolher o lixo e manter suas coisas em ordem. É claro que enfrentei dificuldades com isso, era comum que as tarefas não fossem feitas, ou estivessem mal feitas, mas eu sempre estive ali para cobrá-los e nunca para fazer por eles.

A medida do possível realizei seus desejos e nunca abdiquei dos meus por eles. Não sou "mãe mártir" e por isso jamais serão cobrados. Nossa relação sempre foi de troca.

Sou doce, atenciosa e participativa, mas também sou dura, brava e mandona. Sempre deixei claro que a casa é minha, quem manda sou eu, que as regras devem ser seguidas e quem não estiver satisfeito que se manifeste e se trouxer um bom argumento, podemos mudar.

Aponto seus erros e ajudo-os a corrigir, eles têm a mesma liberdade e quando mostram que eu errei, admito e peço desculpas.

Quando meu filho mais velho optou por morar com o pai, sofri. Nos mudamos e o pai mora mais perto do trabalho dele. Sinto sua falta, mas ele tem 20 anos!!!! E eu o criei para a vida. Com a mesma idade dele, eu morava em outro país, e ele está apenas 8 km distante de mim! Não demorará muito será a vez do mais mais novo, que hoje está com 14 anos.

Criei-os para a vida mas estarei sempre aqui, de braços abertos e mãos estendidas. E nesse dia das mães o melhor presente que eu poderia ganhar é olhar para eles e ter a certeza a missão foi (quase) cumprida, que meu objetivo foi alcançado e poder dizer-lhes que dei o melhor de mim e em troca recebi dois rapazes maravilhosos e eles são o melhor presente da minha vida.

3 comentários:

  1. Denise, ser mãe é um ato extremamente corajoso! E você é das "boas". Filho realmente é pro mundo! Eu ainda não sou mãe,mas sou filha, tenha a certeza que teu filho admira sua força e quando ele precisar, saberá a quem procurar! Beijos e Parabens pelo seu dia!

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  2. Pode ter certeza, que o trabalho foi muito bem feito, lembre-se que boa parte desta criação, estava sozinha, trabalhando, estudando...

    Tenho muito orgulho de você!!!!

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  3. Nossa, gostei muito do seu depoimento...
    Adorei esse trecho: "Sou doce, atenciosa e participativa, mas também sou dura, brava e mandona. Sempre deixei claro que a casa é minha, quem manda sou eu, que as regras devem ser seguidas e quem não estiver satisfeito que se manifeste e se trouxer um bom argumento, podemos mudar." Parece que estou ouvindo um discurso meu! Criei duas filhas com uma postura bem parecida. Estão com 26 e 23 anos. Hoje, com meu filho de 2 anos, suavizei bastante, estou mais doce e menos dura, mas, no geral, não tem jeito, vou, mesmo, por aí...

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