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19 de nov de 2009

Como protejer nossas crianças contra a violência?

As principais notícias dos últimos dias envolviam algum tipo de violência que se não foi feita diretamente à uma criança, teve o envolvimento de alguma.

Há alguns dias atrás uma enfermeira injetou sedativos em recém nascidos  que foram parar na UTI com dificuldade respiratória, em Canoas (RS).
Ontem, em São Paulo, um pai jogou o filho de um edifício em São paulo e se jogou em seguida, por estar deprimido após o término do casamento.
Mãe esquece bebê de 6 meses dentro do carro, por 5 horas, em São Paulo. A criança não resistiu e morreu. O motivo foi a mudança na rotina.
Em Campo Grande, jornalista se irrita com uma manobra no trânsito, atira contra um carro e mata criança de 2 anos.
Tiroteio envolvendo o transporte de presos, ocorre em frente à uma escola na hora da saída. Um adolescente morre e dois ficam feridos, em São Paulo.

Minha experiência
Há um mês atrás dois assaltantes invadiram minha casa no final da madrugada, ficaram escondidos na garagem e no momento em que eu saia para trabalhar e deixar meu filho na escola (6:30), nos rederam na garagem, com a arma na cabeça dele. Passamos 1h e meia, junto com meu marido, sob a mira de um revolver engatilhado e o menino, que tem 15 anos, sob ameça de ser levado na fuga ou de ter fogo ateado ao corpo caso não revelássemos a localização de um cofre inexistente. Não sofremos violência física, mas estamos emocionalmente abalados. Na minha cabeça a imagem é nítida, fico pensando em como está meu filho, o que ele tem passado, em tudo que ele não coloca da boca para fora. Não pude dar assistência à ele, pois no mesmo dia o mandei para a casa do pai, por medida de segurança.

Impressões
Sem querer comparar os casos, julgar os fatos e ainda pensado que situações como essas ocorrem diariamente, em maior ou menor grau e só não viram notícia, fica a pergunta: como protejer nossas crianças contra a violência?
Quando falo em protejê-las vou além do ato em si, penso no futuro. Violência gera violência! Que tipo de adultos estamos formando? E penso em todos nós, inclusive eu! O que estamos fazendo para melhorar? Ou melhor dizendo: o que precisamos fazer? O que está faltando?

Quando eu era criança aprendi que pessoas más é que faziam coisas ruins e acho que era mesmo assim. Hoje pessoas boas também fazem coisas ruins. O que nos leva à isso?

Falta de solidariedade. Egoísmo em excesso.
Sim! Não somos solidários ou somos muito pouco. E tendemos cada vez mais a olhar para nossos umbigos. Trocando em miúdos não nos importamos com o outro pensamos cada vez mais nas nossas necessidades chegando ao extremo de negligenciar as necessidades daqueles que nos são caros, dos nossos familiares, e até da nossa cria.
É a lei da selva! Se eu não cuidar de mim, quem cuidará? Se o outro não olha por mim, porque devo olhar por ele? Perceba que dessa forma criamos um círculo vicioso de egoímos e falta de solidariedade. E assim transmitimos para nossos filhos, nossos alunos, nossa crianças, que irão aprender conosco e se tornarão adultos piores do que nós.

Precisamos reavaliar nossos atos, quebrar esse círculo vicioso, acreditar que mudando podemos ter um mundo melhor. Mudar nossa atitude para com os outros pode refletir diretamente na atitude que os outros terão para conosco. É preciso ter valores e não abrir mão deles aconteça o que acontecer.
O processo de avaliação de atitudes é tudo. Dentro dele, é preciso sempre lembrar que “ter valores é fundamental”.  (Roberto Shinyashiki)
Se todos decidirem mudar um pouco, prestarem mais atenção ao outro, terem empatia por aquilo que acontece com o próximo, poderemos protejer à nós e às nossa crianças contra a violência exercendo de forma plena e no mais amplo sentido da palavra um dos valores fundamentais da humanidade: a caridade.

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