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6 de ago de 2010

Professores, respeitem nossas crianças! Educação é uma via de mão dupla.

Hoje, fui assistir à um seminário sobre a Copa de 2014, em uma das tantas palestras em que se falou sobre volume de informações o palestrante me chamou a atenção para um fato que está posto. Ele disse mais ou menos assim:
Hoje um menino de 10 anos não respeita seu professor porque tem tanto acesso à informação que acredita saber mais do que ele. As crianças, os jovem são autodidatas, estão voltados para si mesmos.

Refleti sobre o significado da afirmação do palestrante. Não vou considerar aqui que o hipotético menino deveria respeitar o professor, assim como qualquer outra pessoa, por uma questão de educação, de berço, mas vou me ater ao que motivou esse menino.

Esse menino que acredita saber mais do que o professor, muitas vezes sabe mesmo, ainda que seja sobre um assunto específico. Agora se coloque no lugar desse menino: ele é obrigado a ir para um lugar (escola) onde uma pessoa (professor), vai ensinar conteúdos relevantes para ele, mas esse conteúdo é pobre, aquém daquilo que ele já conhece. Que reação esperar?

Desinteresse, apatia, dispersão, bagunça, conversa paralela, sono, desrespeito...

É preciso mudar!!! A informação chega cada vez mais rápido à crianças cada vez mais jovens. Repensar no modelo de escola, é um processo demorado e às vezes inviável uma vez que    lá no final temos um modelo de vestibular que ainda privilegia conteúdos específicos e isolados. Já a didática, as estratégias dos professores para trabalhar esses conteúdos, dos quais não podem fugir, podem ser mudadas.

Professores, respeitem nossas crianças! Acreditem que a educação é uma via de mão dupla. Ensinar e aprender. Aqui fica valendo aquela velha máxima, se não pode vencê-los, junte-se à eles!

2 comentários:

  1. Palavra de professora (já há algum tempo fora da sala de aula pra ser mãe full time): as crianças têm, sim, interesses e conhecimentos muito diversos do conteúdo escolar. Muitas vezes de forma superficial como acontece com os temas que nos atraem na internet, mas lemos e logo já clicamos em outro link e os assuntos não permanecem, não são debatidos, talvez mal sejam catalogados na memória.

    Agora ao ir pra escola, o professor exije que o tema seja não apenas aprofundado, mas repetido, com materiais impressos - coisa que as crianças mal têm o hábito de fazer - e elas ficam entediadas por diversos motivos, como a diferença de tempo que cada aluno tem para interagir com o conteúdo e assimilá-lo.

    Mesmo em casa, com as famílias, vemos que as crianças falam rapidamente sobre alguns temas e não se detêm, seja por falta de oportunidade, de tempo, de interesse, de conhecimento também dos pais. E uma oportunidade gigante de crescimento de todos deixa de existir.

    Estive lendo no blog do JJ (http://blogs.abril.com.br/blogdojj) que na Alemanha as escolas utilizam a leitura de jornais como um trabalho de base, levando ao hábito de passar por folhas onde temas que na internet nem seriam percebidos, levando alunos de diversas idades a se deterem, reconhecerem, questionarem, retomarem e se interessarem (ou não), mas saberem que existem.

    Com isso, a prática da leitura de periódicos em toda a população é altíssima e a qualidade da escrita, em conseqüência desta e de outras práticas, é muito melhor.

    Acho difícil competir com tantos interesses que povoam as mentes das crianças e dos adolescentes...

    Mas também acho que é uma atitude de respeito com os filhos/alunos ter tempo para uma conversa e não apenas jantar diante da TV ligada, para depois cada um escovar seus dentes e ir dormir ou teclar antes disso, cada um no seu mundo.

    Essa é só uma visão, não a definitiva. Esse tema dá pano pra manga!

    Beijo,
    Ingrid

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  2. Olha o que acabei de ler: "Considero a televisão muito educativa.Cada vez que alguém na sala liga o aparelho vou para o quarto ler um livro". (Groucho Marx)

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