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9 de fev de 2011

Criança morre afogada em aula de natação. Negligência ou fatalidade?

Uma menina com pouco mais de 2 anos morreu afogada durante a aula de natação em uma escola em Brasília. A notícia veiculada no Jornal Hoje, além de chocar me instigou a iniciar a discussão.
A família fala em negligência, a escola em fatalidade, opinião compartilhada por mãe de aluno. Pelas circunstâncias há uma linha tênue que divide a situação.

O Colégio Dromos, escola particular de classe média alta, com duas unidades em Brasília, aparentemente possui uma boa infraestrutura, como pôde ser observado na matéria veiculada na televisão. Durante a aula haviam cinco adultos fazendo a supervisão para uma turma de oito alunos, incluindo profissionais especializados (imagino que de Educação Física) e salva-vidas. Pelo que foi relatado até agora a menina passou por um portão que divide a piscina grande, da pequena, onde ocorria a aula e só perceberam o que havia acontecido no final da aula, quando as crianças saiam da piscina.


Já trabalhei com natação, com crianças pequenas e posso afirmar com toda certeza, não é tarefa simples e a responsabilidade é enorme.
O que fiquei me perguntado, e que a polícia irá investigar, é como uma criança some do ambiente da aula, havendo uma proporção de menos de dois alunos por adulto e só dão conta do ocorrido no final da aula? E aqui não me refiro apenas à aula de natação, qualquer aula e também não considero se os adultos eram especialistas ou não, eram adultos que tinham naquele momento aquelas crianças sob sua responsabilidade.
O tempo e as investigações trarão respostas para essa questão.

Quando matriculamos nossas crianças em aulas de natação o pensamento é sempre o mesmo. Aprender a nadar o quanto antes para evitar o afogamento, mas diante de uma situação como essa, o que pensar?

Aqui vão algumas dicas do que observar na hora de escolher o local e os profissionais que irão ensinar seu filho a nadar:

  1. A piscina deve ser rasa o suficiente para a água bater na cintura da criança, para isso podem ser usadas plataformas próprias.
  2. O espaço disponível para as aulas devem ser pequenos. O suficiente para suprir as necessidades daquela turma, para aqueles que ainda não fazem deslocamento um metro quadrado por criança é mais do que suficiente.
  3. O professor deve ser graduado em Educação Física e ter experiência com criança e natação. Na página inicial do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) é possível consultar os profissionais registrados pelo nome completo. Clique aqui para consultar.
  4. Em turmas de adaptação, de iniciantes ou com crianças pequenas é necessário a presença do professor dentro da água e de um auxiliar do lado de fora. 
  5. As crianças devem ser acompanhada por um adulto do vestiário até a piscina e vice-versa.
  6. O ideal é não ultrapassar 4 crianças por professor em turmas de adaptação ou com crianças muito pequenas.
  7. O professor nunca deve ficar de costas para a turma enquanto ensina.
  8. Mesmo com crianças pequenas, as regras de segurança devem ser ensinadas e sempre lembradas. Como exemplo temos: não entrar na piscina sem o professor, não correr em volta da piscina, não mergulhar de cabeça, manter-se próximo da borda quando o professor estiver ensinando à um colega.
  9. As crianças devem ser estimuladas a usar o banheiro antes do início, para evitar que saiam da piscina durante a aula. Se for necessário o uso do banheiro a criança deve ser acompanhada por um adulto.
  10. Brinquedos e acessórios usados na aula devem ser armazenados próximo à parte rasa da piscina e quando na água mantidos dentro do perímetro de segurança.
E você, o que acha? Negligêcia ou fatalidade? Deixe aqui sua opinião.

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Atualização 10/02/2010
Depois da publicação deste post, lendo sobre o assunto, a quantidade de crianças na aula subiu para 10.

Uma outra informação importante é que o CREF (Conselho Regional de Educação Física), está investigando se quem ministrava a aula era um profissional, um estagiário ou um leigo. Pela lei apenas professores graduados e registrado no conselho podem ministrar aulas que envolvam a prática de qualquer atividade física. Estagiários somente se estiverem acompanhados de um profissional e leigos nunca. Em 2010 a escola já havia sido autuada pois dois estagiários davam aula.

A família, em um ato nobre, fez a doação dos orgãos da menina.

9 comentários:

  1. Eu acho que foi mais a negligencia, pq mesmo que a criança tivesse saído de onde estava e ninguém tivesse percebido na hora, pelo menos antes do fim da aula, teriam notado a ausencia dela e ido atrás...Minha opinião!! Eu não sei nadar, tenho um filho de dois anos, e aos fins de semana vamos ao clube que somos sócios, tem 3 piscinas, uma para bebes, uma média pra crianças e menores e uma de adultos, eu fico com ele na piscina de crianças e ele usa boias, não o deixo sozinho um minuto...Estou até vendo uma escola de natação pra adultos, pra aprender e poder ajuda-lo a aprender também, mas mesmo o colocando na aula, sempre irei acompanhar, ninguém cuida dos filhos melhor que os pais. daqui a algum tempo essas pessoas envolvidas irão esquecer o que houve, somente o pai e a mãe carregarão pra sempre a dor, é muito triste.

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  2. Respondendo para a Janete

    Oi Janete!

    Obrigada por deixar sua opinião!
    É bom mesmo que você aprenda a nadar, além dos motivos óbvios, poderá passar mais segurança para seu filho.
    Com criança pequena é isso mesmo que você disse, não dá para desgrudar os olhos, mesmo seu filho usando bóia pode se acidentar.

    Um abraço

    Denise

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  3. Quando eu vi a matéria no jornal fiquei abismada!
    Eu acho que é negligência sim!
    Eu sou professora de educação infantil e sempre acompanhava minha crianças na aula de natação. Realmente não é fácil! Mas, ainda que fosse apenas um adulto para oito crianças, como pode esse adulto (professor) não perceber a falta de um aluno!
    Eu nunca deixei aluno nenhum para trás!
    Muitas escolas e profissionais vêem os alunos como números e eles são com certeza muito mais do que isso. São pessoas, são filhos, são netos, sobrinhos...
    São alunos!

    Aproveito o espaço para convidá-la a conhecer o blog que eu criei (novinho!):
    http://passeadoeviajandoemfamilia.blogspot.com

    Lívia.

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  4. Respondendo para a Li

    Oi Li,

    Obrigada por deixar a sua opinião!
    Pois é, situação difícil, ainda que fossem tratados como números, era só contar, né?!

    Um abraço

    Denise

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  5. Queridaaaa, me ajuda? rsrs... Tem uma enquete la no blog? Será que poderia votar por favor?? Obrigadaa... Beijossss.

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  6. Oi, querida!

    Quando vi a notícia fiquei muito sentida, porque imagino a dor dos pais. Acho que houve um tanto de sensacionalismo na forma de abordar o tema, já que entre ficar dando explicações pros pais que estavam por perto e agir em prol da tentativa de salvamento, pensaram na segunda opção - o que considero certo. Um boato não ajudaria em nada, só levaria a mais gente se juntar na escola e atrapalhar!

    Adorei as dicas e acho que soubeste abordar o tema com sensibilidade e responsabilidade.

    Beijo!
    Ingrid

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  7. Respondendo para a Ingrid

    Oi Ingrid!

    Que bom que tenha gostado das dicas, espero que sejam úteis!

    Um abraço

    Denise

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  8. Minha bebê vai a aulas de natação. Mas em nosso clube é obrigatório a presença da mãe ou pai durante as aulas ou qualquer outra atividade.

    É uma situação difícil de opinar mas penso que quando as crianças são pequenas nunca devemos deixa-las sob a tutela de outras pessoas, mesmo que sejam treinadas e especialistas. A Natação envolve alguns perigos e toda criança é naturalmente curiosa.

    Ótimo post!

    Com carinho,
    Adelle 'Isha Shiri'

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  9. Respondendo para Isha Shiri

    Oi Isha!

    Geralmente em clubes e escolas de natação, nas turmas com bebês e crianças muito pequenas pais ou responsáveis participam das aulas. Nas escolas é mais complicado por estarem em horário de aula.
    Obrigada por participar!

    Um abraço

    Denise

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