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7 de abr de 2011

Segurança na escola: como evitar tragédias como a de Realengo no Rio?

Homem entra em escola no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, atira, mata 11 crianças e deixa 20 feridos. Essa notícia mais comum no noticiário americano chocou o país levanta novamente a questão da segurança na escola. Como evitar tragédias como essa que ocorreu no Rio?


O atirador tinha 23 anos, era ex-aluno, entrou pela porta da frente portando uma carteirinha da escola e alegando que iria ministrar uma palestra. O assassino estava armado com dois revolveres e muita munição, foi entrando nas salas e atirando na cabeça e tórax das crianças. Dois alunos conseguiram sair da escola, feridos, conseguiram pedir socorro. Um policial, Sgto. Alves, foi o primeiro a entrar na escola, localizou e baleou o bandido na perna que se suicidou em seguida.

Esse ataque é sem precedentes na história do Brasil, pode ser pontual, mas reflete a violência que vivemos hoje. No ano passado um menino de nove anos foi baleado e morto dentro da sala de aula, provavelmente por um colega de classe em São Paulo, assim como outros casos menos trágicos, mas não menos preocupantes recheiam os telejornais de tempos em tempos

Violência e educação
A violência é o reflexo de uma sociedade que não valoriza a educação em seus princípios básicos. Fale-se em ética, mas não pratica-se.
Qual o exemplo que damos às nossas crianças? Em todos os aspectos, ao atravessar a rua, ao reclamar do trabalho, ao procrastinar tarefas, nos casos menos graves e ao portar uma arma, agredir um membro da família ou consumir drogas, nos de gravidade maior. O tempo todo praticamos pequenos ou grandes delitos bem na frente delas, depois empurramos essas crianças para escola e ficamos na expectativa de que lá tudo será resolvido. A escola tende a reproduzir o que ocorre na sociedade em que está inserida.
Professores não são responsáveis pela educação das crianças, são responsáveis por sua escolarização!
Por outro lado, é preciso ficar atento à violência velada dentro da escola, aquela em que o professor faz vista grossa e às vezes é conivente. Como a que meu filho sofreu na pré-escola e que já relatei aqui. A violência pode e deve ser tema de discussões, deve ser coibida nas escola, mas não se pode esperar que a escola resolva o problema da violência, pelo menos não a curto prazo.

O caso ocorrido em Realengo, no Rio de Janeiro, tem algumas características que podem nos fazer refletir. Nada justifica os atos desse atirador, mas com certeza ele teve motivos para uma atitude tão extrema. Há vários indícios de que foi um crime premeditado, o assassino portava duas armas, muita munição, escolheu sua escola como alvo e atingiu predominantemente meninas.
O que houve na vida escolar desse indivíduo que culminou nessa tragédia? Foi vítima de bulling? Foi vítima de abusos por parte de professores? Teve problemas de relacionamento com colegas de escola, predominantemente com meninas? Poderia listar aqui uma série de suposições. O fato é que qualquer uma delas não poderiam ter ocorrido em ambiente escolar, mas acontecem.

Crianças que sofrem discriminação e violência podem desenvolver um comportamento igualmente discriminatório e violento, quando essa criança tem um fator genético que favoreça o desenvolvimento de patologias mentais, junta-se a fome com a vontade de comer e o resultado pode ser uma tragédia como essa ocorrida na escola do Rio.

Como evitar tragédias como a de Realengo no Rio?
A médio longo prazo a solução pode estar dentro da própria escola que formando cidadãos éticos e cientes de seus deveres o obrigações, construirão uma sociedade melhor . Esses cidadãos criarão seus filhos com valores diferentes dos atuais que irá culminar na diminuição da violência.

E enquanto essa escola dos sonhos não chega, precisamos combater a violência com medidas de segurança mais efetivas.

  • Há quem defenda a instalação de detectores de metais e aparelhos de raio x em escolas com mais de 500 alunos por período, inclusive há um projeto lei para ser votado sobre o assunto.
  • Instalação de barreiras ou catracas para acesso à escola que seriam liberadas mediante cartão de identificação ou com parâmetros biométricos, como a digital.
  • Na impossibilidade do controle ser eletrônico, mudar a cor e o desenho da carteira de identificação do aluno anualmente.
  • Uso obrigatório de uniforme.
  • Entrada de visitantes por portão diferente da entrada de alunos.
  • Área administrativa separada por barreiras (portas) da área onde circulam alunos.
  • Controle minucioso, com registro, de qualquer pessoa estranha ao ambiente escolar que venha a entrar na escola, incluindo pais, médicos, professores visitantes etc
E você? Tem alguma sugestão?

Um comentário:

  1. É muito triste o que aconteceu! Ver crianças inocentes passar por isso. E pior, imaginar que poderia ser uma de nossas.
    Hoje em dia estamos vulneravéis a tudo. Isso é um fato que jamais deveria acontecer nas escolas, principalmente nas escolas!

    Gostei muito do blog e do conteúdo!
    Parabéns.

    Abraços,
    Equipe SmartKids

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