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21 de mai de 2013

Como inserir a criança no mundo da música?


De mãos dadas, rodopiam.

“Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta. Volta e meia vamos dar”.

Com um pé na arte e outro no lúdico, a música é personagem obrigatória do cotidiano infantil. Por meio dela, as crianças se divertem, experimentam o sabor cultural, e de quebra, têm a chance de desenvolver suas habilidades cognitivas e até sociais.

“A melodia é o primeiro elemento da comunicação humana percebida pelos bebês. Informes, palavras e sílabas não são diferenciadas”, diz Eliana de Barros Santos, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Global,  em São Paulo. “Já as ondulações, o timbre da voz, o gingado do falar tornam-se frases feitas em inteligível linguagem musical. Quando emitidas pelas cordas vocais de quem o ama, proporcionam prazer e segurança ao recém chegado humano”.

Por isso, a música deve ser personagem obrigatório na vida da criança.



Segundo Cristina Carvalho,  coordenadora do Colégio Joana D´Arc, também em São Paulo, “à  medida em que a criança vai crescendo, a música pode fazer parte da brincadeira: enquanto brinca ou ouve uma história, pode-se ter uma suave música de fundo. Já uma música agitada combinará com um momento de descontração em família, onde todos cantam e dançam. Bom momento para estimular o ritmo e o canto. Entre os brinquedos, poderão ser incluídos aqueles que produzem sons, como chocalhos e  instrumentos musicais”.

Ouvir discos com os pequenos  é outra  boa dica para semear desde cedo o gosto musical.

“Com crianças pequenas, os discos devem ter gravações curtas, com músicas de conteúdo e melodia simples, alegres, ritmos bem marcados, repetições e boa pronúncia das palavras (estão desenvolvendo a linguagem)”, ensina a pedagoga Itamara Teixeira Barra, do Colégio Nossa Senhora do Morumbi. “As canções podem se relacionar com algo que estejam fazendo ou com alguma brincadeira, mas que tenham a ver com suas experiências, sentimentos ou disposição de espírito. Com os maiores, as melodias mais alegres e vivas ajudam  a recordar e repetir as letras. Para que as memorize, a audição deve se repetir várias vezes e o acervo não ser muito amplo”.

Para a psicopedagoga Quézia Bomabonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, ABPp, “a escolha dos discos para crianças exige muitos cuidados. Antes de comprar, os pais devem ouvi-lo e atentar para o conteúdo e para a qualidade da obra enquanto peça artística. Em discos chamados infantis, freqüentemente encontram-se produções de baixa qualidade, com adaptações pobres e muitas vezes, mesmo tendo valor artístico, não são adequadas às crianças.Contudo, a busca de bons discos não deve se limitar à sessão infantil. Diversas obras, embora não direcionadas a este público, são excelentes para educar o ouvido do pequeno à música de qualidade”.

Apesar disso, concertos apenas serão bem vindos pelas crianças de seis anos. Isso porque uma das formas criança expressar seu prazer pela música é através do corpo, de maneira ativa. E, em concertos, esta postura é descartada. Além de longos, exigem que os pequenos fiquem por muito tempo em um mesmo local, parados, destaca Cristina Carvalho, do Joana D´Arc.

Preferir  músicas que valorizem o folclore nacional é uma ótima opção aos pais, acrescenta Eliana de Barros Santos, do Global. “Além da qualidade e beleza das letras, tais obras contagiam as crianças e propiciam a elas um verdadeiro mergulho nas raízes do que é ser brasileiro.  Porque música é isso, cultura, descontração, prazer, alegria. O importante é que o ambiente crie condições para estimular a criança e inseri-la o quanto antes no mundo das notas musicais”.

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