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15 de mai de 2013

Dislexia, entenda mais sobre o problema

Dislexia, problema de comunicação que pode ser confundido com baixo intelecto, pacientes, no entanto, são capazes e podem ser incentivados por seus professores na escola



 As causas básicas da dislexia, que atinge cerca de 10% da população mundial, podem ser neurológicas, auditivas, visuais ou psicológicas. Estudos neurológicos ainda não conseguiram detectar precisamente o que ocorre no cérebro dos disléxicos - o que se sabe é que ocorre algum tipo de interferência entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro. O disléxico, sem perceber, pula letras e até mesmo linhas quando está lendo um texto, e, por causa disso, seu entendimento fica comprometido, e ele completamente perdido, sem entender o que está lendo e se comunicando mal em consequência desse problema.

 “Percebe-se que algumas pessoas que apresentam esse problema têm lentidão maior em determinadas áreas cerebrais, mas, com o avanço da idade, o quadro vai se normalizando. Devido à pressão dos professores, porém, a criança fica estressada e tal fato acarreta uma baixa em seu rendimento – o que, ao contrário do que possa parecer, não tem qualquer relação com pouca inteligência”, afirma o fonoaudiólogo Simon Wajntraub. Ele conta que já orientou vários professores para que ajudassem a corrigir essa troca de letras: “Isso porque a técnica é tão simples que basta insistir com a criança, com um pouquinho mais de paciência, até que ela aprenda”. 

 Simon Wajntraub utiliza diferentes métodos para tratar a dislexia. Em um deles, um headphone é colocado nos ouvidos da criança onde, numa gravação, são apresentados todos os fonemas de acordo com a articulação, e os órgãos que serão utilizados para a sua emissão. Em outro, a criança lê o que escreveu ouvindo-se simultaneamente, detectando assim os erros que cometeu. O fonoaudiólogo criou ainda um método baseado no uso de cores, associando uma cor para cada região fonética, não só tratando a dislexia como contribuindo para a aprendizagem.

“É muito comum disléxicos apresentarem aptidão para matérias que exijam raciocínio lógico, como matemática, física, estatística etc. O importante é incentivar na criança, adolescente ou adulto disléxico seu potencial positivo e não exagerar nas críticas aos pontos negativos de sua aprendizagem”, conclui Simon.

Sobre Simon Wajntraub

Fonoaudiólogo e fundador do Instituto de Oratória e Fonoaudiologia Simon Wajntraub. É referência internacional no tratamento de distúrbios da voz (disfonia, rouquidão, voz fina/grave, voz baixa/alta etc.), problemas da fala (má dicção, gagueira, afasia etc.) e dificuldades de comunicação (timidez, fobia social, dislexia etc.), e no uso inovador da oratória.


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