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27 de set de 2013

Como lidar com a discalculia

Você já tinha ouvido falar em discalculia? O distúrbio que atinge 5% da população mundial tem cada vez mais se tornado alvo de especialistas

Perder-se no tempo ou no espaço geográfico pode indicar algo além da mera desatenção. A falta de noção é um dos problemas que os discalcúlicos enfrentam. Além dela, algumas dificuldades provindas de questões matemáticas também se inserem no quadro. Despercebido ou desconhecido, esse mal é taxado comumente pelos pais e professores como desleixo dos alunos frente aos estudos.

A discalculia atinge mais de 5% da população mundial e por isso tem cada vez mais se tornado alvo de especialistas. A doença incapacita o indivíduo de realizar questões matemáticas simples (adição, subtração, divisão e multiplicação) além de dificultar sua compreensão semântica. É comum ela estar associada a outro transtorno, como o déficit de atenção e a dislexia.

“Assim como o disléxico troca o ‘p’ pelo ‘d’, o discalcúlico troca o 39 pelo 93”. A Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, ABPp, Quézia Bombonatto, é uma das especialistas estudiosas do assunto. De acordo com ela, não há uma cura para a discalculia. “O que existem são maneiras de se adaptar e lidar com o distúrbio”.

A dificuldade está em, após reconhecer os sintomas, associá-los ao transtorno; nem todos os pais o identificam. Quando é tratado muito tarde, ele pode desencadear problemas de auto-estima na criança, principalmente por ser considerado uma característica própria dela, rotulando-a pela sua capacidade de raciocínio. Quando descoberto, é imprescindível buscar auxílio de profissionais como neurologistas, pedagogos e psicólogos, para dar inicio imediato ao tratamento.

A música, segundo Quézia Bombonatto, é um dos métodos empregados pelos especialistas. Além dela, os treinamentos matemáticos também são utilizados. Caso o quadro do paciente se resuma a discalculia não são envolvidos medicamentos como drogas; somente se o indivíduo portar outros déficits concomitantemente. A especialista lembra ainda que “as escolas têm de se atualizar quanto os possíveis déficits e doenças que podem afetar o desenvolvimento do aluno para conseguir ajudá-lo”.

Fonte: Plugcom

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