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18 de set de 2013

Cristo redentor e outros locais às escuras alerta para câncer infantil

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ficará às escuras nesta quarta-feira, às 20h, para marcar o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma.  A data foi instituída por meio de uma iniciativa da TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer) e busca enfatizar para o grande público a importância da rápida detecção desse tipo de câncer infantil. No Brasil, são cerca de 400 novas ocorrências de retinoblastoma por ano, sendo que 40% delas são de origem hereditária. Estimativas apontam que 50% dos casos no país ainda são identificados tardiamente, reduzindo a probabilidade de cura.


Ações que serão realizadas para alertar à população sobre o Retinoblastoma

Futebol: No jogo de futebol Palmeiras x Corinthians, no dia 16 de setembro pelo Campeonato Brasileiro, no Pacaembu, atletas da equipe do Palmeiras entraram em campo com faixas de alerta à população. A faixa, com os dizeres “Câncer de olho pode cegar e matar” e “Salve o olho de uma criança” foi exibida para os torcedores também durante o intervalo da partida. A mesma ação se repetiu na mesma data no jogo Coritiba x Santos.

Monumentos públicos: Alguns monumentos públicos tiveram suas luzes apagadas por alguns minutos, na noite de 18/9, como forma de chamar atenção para o problema da cegueira causada pelo retinoblastoma, como o Monumento ao Cristo Redentor (Rio de Janeiro), Relógio do Conjunto Nacional e Relógio da Sala São Paulo (São Paulo); e Torre de TV Digital de Brasília, chamada Flor do Cerrado (Distrito Federal)

Campanha de Comunicação Direta: Durante o dia 18, estudantes de medicina estiveram dentro do Conjunto Nacional, em São Paulo, por onde passam cerca de 30 mil pessoas todos os dias, para levar informação à população, que desconhece os sintomas da doença e chamar a atenção sobre a importância do diagnóstico precoce, fundamental para atingirmos índices de cura próximos a 100%, uma realidade nos Estados Unidos.

Diagnóstico precoce é fundamental


Segundo o oncologista pediátrico Sidnei Epelman, presidente da TUCCA e diretor do Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de preservar os olhos e a vida das crianças acometidas pela doença.  Quando o tumor é flagrado em um estágio mais avançado, muitas vezes o tratamento requer a retirada do olho ou dos olhos, sem contar o risco de morte do pequeno.

O especialista, uma das maiores autoridades brasileiras no assunto, afirma que com o mesmo tratamento ofertado gratuitamente pela TUCCA, em países desenvolvidos o índice de cura chega a 99%. E graças a recursos terapêuticos como a quimioterapia intra-arterial, procedimento realizado em pouquíssimos centros de excelência no mundo e oferecido pela associação em parceria com o Hospital Santa Marcelina, em mais de 90% dos casos é possível preservar o olho do paciente com menos efeitos colaterais.

Como diagnosticar o Retinoblastoma

Para evitar o agravamento da doença e garantir um diagnóstico precoce, Epelman defende que em todas as consultas regulares do pediatra deva ser feito o chamado teste do olhinho ou do reflexo vermelho, realizado com um aparelho conhecido como oftalmoscópio.

“Se o pediatra notar um brilho anormal ou uma mancha branca na pupila, é necessário encaminhar imediatamente o paciente ao oftalmologista, que terá condições de fazer o diagnóstico preciso”, explica. 

Caso o resultado indique a presença do tumor, a orientação é procurar um oncologista o quanto antes.  O médico ressalta que os pais podem fotografar seus filhos com flash e observar uma possível mancha brilhante no olho. Se isso ocorrer, também devem agendar uma visita a um oftalmologista para um exame clínico.

A TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que oferece tratamento multidisciplinar de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer, sem custos ao paciente ou à família. Em 15 anos de atividade, já assistiu mais de 2000 pacientes, atingindo taxas de cura próximas a 80%, índice até 60% acima da média brasileira, igualado somente aos da Europa e dos Estados Unidos. Além do tratamento, atua também em pesquisa, diagnóstico precoce e capacitação de profissionais, e conta com uma equipe multidisciplinar que assiste o paciente e sua família até que fiquem completamente bem.

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