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5 de nov de 2013

Obesidade infantil: o perigo que mora na escola

Falta de orientação por parte das escolas que oferecem refeições sem valor nutricional em suas cantinas e refeitórios contribui para o aumento da Obesidade Infantil. Especialistas advertem que, para implementar a reeducação alimentar nas escolas no combate a esta doença, é preciso que se estabeleçam políticas de conscientização à população e que haja cobrança do governo em relação às instituições de ensino.


“É fundamental a participação dos professores na educação nutricional, além do envolvimento dos pais e/ou responsáveis pelos alunos”, alerta a endocrinologista Dra. Zuleika Halpern, membro da SBEM-SP.

Os alimentos oferecidos nas cantinas escolares e na rede pública não costumam ser saudáveis, apresentando alto valor calórico, com excesso de carboidratos simples e gorduras.

“No lugar de refrigerantes e sucos artificiais, deveria haver oferta de frutas ‘in natura’, para que sejam consumidas com suas fibras. Iogurtes e leite poderiam ser consumidos puros ou acrescidos de frutas e/ou granola e uma opção saudável são os sanduíches de pão com fibras (centeio, preto, integral), com queijo, peito de peru, rosbife”, sugere a médica. 

Ao contrário disso, o que pode ser visto são frituras, milanesas e empanados, com alto teor de gordura e calorias, o que contribui para a deficiência nutricional que é particularmente prejudicial na fase do crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes.

A especialista também defende o aumento da carga horária de atividade física obrigatória nas escolas, o que contribui para a melhoria na saúde, estimula o convívio social e a prática de esportes, podendo levar à descoberta de novos talentos.

De acordo com dados da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), a taxa de obesidade no Brasil vem aumentando: em 2006, cerca de 43% da população tinham sobrepeso e 11,4% eram obesas. Hoje, 51% apresentam excesso de peso e 17,4% são consideradas obesas.

Embora a Obesidade esteja presente em várias classes socioeconômicas, o aumento de peso é frequente na população de baixa renda porque, além da má informação nutricional, existe o custo elevado dos alimentos saudáveis (carnes, vegetais e frutas) e a cesta básica, que alimenta muitas famílias, é composta de alimentos gordurosos como açúcar, farináceos e grãos.

Sobre a SBEM-SP 
A SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo) pratica a defesa da Endocrinologia, em conjunto com outras entidades médicas, e oferece aos seus associados oportunidades de aprimoramento técnico e científico. Consciente de sua responsabilidade social, a SBEM-SP presta consultoria junto à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, no desenvolvimento de estratégias de atendimento e na padronização de procedimentos em Endocrinologia, e divulga ao público orientações básicas sobre as principais moléstias tratadas pelos endocrinologistas.

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