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30 de jan de 2014

Choros, reclamações e caras feias na volta às aulas - o que fazer

A volta às aulas é sempre um momento de muita tensão para quase todas as famílias. É uma grande preocupação dos pais lidar com os choros, os esperneios, as reclamações e as caras feias dos filhos neste momento.



Se de um lado, os filhos com esses comportamentos expressam seu descontentamento com o início ou recomeço das aulas, do outro lado os pais sentem emoções de todas as ordens. Na maioria das vezes, o que os pais pensam ou sentem pode ajudar o filho a superar a dor ou a reforçá-la.

Abaixo, conheça os diversos pensamentos e emoções impróprias que os pais costumam desencadear, qual o seu efeito nocivo nos filhos e como melhorar as atitudes:

“Ah, coitadinho!!!” – Pensar assim faz os pais acharem que são maus e a sentirem culpa. Os comportamentos que surgem daí demonstram fragilidade e insegurança.

Ao perceber a insegurança dos pais, a criança sente-se forte e entende que está no caminho certo para ter o que quer. Isso consequentemente cria novos comportamentos semelhantes, até em outros contextos.

Compreenda melhor – Seu filho não é coitado, você não é má e é muito comum esse tipo de pensamento e sentimento dos pais, assim como dos filhos, de querer se preservar do desconhecido. Pais e filhos estão aprendendo juntos.

É importante lembrar sempre que existem outras necessidades naturais que impõem a vocês dois estes períodos diários de separação. Isso é bom, é importante para o seu desenvolvimento profissional e para a criança, na sua sociabilização, independência e aprendizados da vida. Conheça bem a escola, confie em seu trabalho e a tenha como parceira. Procure acreditar que os processos de desenvolvimento de seu filho são naturais e que ele vai superar tudo isso, assim como você.

“O que as pessoas vão pensar? Eu não sei o que fazer!” – Pensar assim, com vergonha, pode desencadear comportamentos que tentam abafar ou disfarçar, o que faz buscar desculpas esfarrapadas para os comportamentos da criança.

Seja sincera e firme! – É natural a criança se sentir um pouco infeliz em ter que deixar a tranquilidade e segurança do lar ou a descontração das férias. Fique tranquila! As pessoas, em geral, compreendem este processo de mudança de pais e filhos, principalmente os outros pais e professores. Ninguém está aí para julgá-lo. Busque experimentar alternativas, pois não existem receitas prontas. Que tal olhar nos olhos do filho e dizer que sente muito, mas que vocês dois precisam aprender a importância disso e ficarem bem? Respire fundo e diga – “calma, mamãe volta para te buscar” – e fale isso com toda a firmeza e segurança que você puder.

“Ah, está querendo me expor desobedecendo, dando esse show, que feio!” – Os sentimentos de irritação e de raiva que acompanham esse pensamento vão gerar comportamentos agressivos e um tom áspero, ambos desrespeitosos com a dor da criança. Quando a criança tem um temperamento mais forte, isso tende a inflamar ainda mais seus ânimos, aí sim acontece um verdadeiro duelo. Diferente do que se imagina, nessa hora as sensações, emoções e sentimentos que afloram na criança são sempre de desproteção/desamparo, de rejeição e de desamor.

Confie e transborde confiança - A criança está apenas expondo seu descontentamento e até o medo. Procurando meios de obter a segurança e o conforto que julga importantes, ela está testando seus limites, te conhecendo. Quer apenas perceber se pode confiar em você, nas suas escolhas, nos seus cuidados. Ela deseja alguém forte para protegê-la e não de mais ameaças. Mostre numa conversa franca, firme, mas cheia de amor que você está com ela, que ela pode confiar em você.

Lembre-se sempre, pais e filhos estão crescendo juntos. Confie!!!

Por: Roselake Leiros

Roselake Leiros  é Coach de Vida e Relacionamentos, Consultora Palestrante especializada em Comportamento Humano e Diretora Executiva da CrerSerMais Desenvolvimento Humano e Empresarial.

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