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9 de mai de 2018

Dicas para diminuir o incômodo dos primeiros dentinhos

Se o seu bebê está entre a fase dos 6 meses a 1 ano e meio e anda irritado, com salivação exacerbada, inchaço e coceira na gengiva, é sinal que os primeiros pontinhos brancos estão despontando dentro da boca dos pequenos. De acordo com Denise Katz (CRM 63548-SP), devemos ficar atentos para diferenciar a irritabilidade causada pela nova dentição de outras causas, quando o bebê pode apresentar também febre, perda de apetite ou outros sintomas, então devemos sempre procurar uma avaliação médica.


Dicas para diminuir o incômodo dos primeiros dentinhos


Para minimizar os sintomas deste período, a especialista enumerou quatro dicas para aliviar o desconforto do bebê:

1. Invista em mordedores de gel ou toalha gelada
Para diminuir o incomodo do nascimento dos primeiros dentinhos, dê para o bebê mordedores de gel ou uma toalha gelada. Coloque os objetos no refrigerador por 30 minutos e ofereça ao pequeno. A pressão que o objeto faz na boca da criança aliada à baixa temperatura amortece a gengiva, diminuindo o mal-estar. Alimentos refrigerados também funcionam!

2. Massageie a gengiva do bebê

Massagear a gengiva também é uma forma eficiente para diminuir a sensação de coceira que o bebê sente. Reserve alguns minutinhos, três vezes ao dia, para estimular toda a gengiva do neném. Para a massagem, é indicado o uso de dedeiras de silicone ou uma gaze úmida. É importante manter os objetos sempre higienizados para não contaminar ou levar bactérias oportunistas para a boca do seu filho.

3. Higienize a boquinha do bebê desde cedo

A higiene bucal da criança deve começar já na primeira infância. A mamãe deve estar atenda ao início do nascimento dos dentinhos e começar a higienização com gaze e posteriormente com fio dental e escova de dente. Além de higienizar a boquinha das crianças, que já consomem alimentos pastosos, também trará sensação de alivio quando os dentes começarem a nascer.

4. Tenha sempre um analgésico recomendado pelo seu pediatra na sua farmacinha

O auge da dor acontece no nascimento dos dentinhos da frente, tanto nos de cima, quanto nos de baixo, que ocorre entre os 6 e 8 meses. Se a dor for persistente e os métodos para minimizar o desconforto não forem suficientes, é recomendado o uso de analgésicos sempre recomendados pelo pediatra que cuida do bebê.

28 de fev de 2018

Acidentes domésticos com crianças. Como agir

Com os pequenos em casa, é preciso redobrar a atenção para evitar alguns acidentes domésticos. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, todo ano mais de 120 mil crianças são hospitalizadas por causa de acidentes ou lesões não intencionais. Aspirações de objetos estranhos, afogamentos e quedas lideram o ranking dos atendimentos de crianças de 1 a 4 anos nos prontos-socorros nesta época do ano.

Medidas preventivas simples e eficazes, além de noções básicas de primeiros socorros podem fazer toda diferença na hora de lidar com algum acidente envolvendo as crianças. Para Abrão Cury, cardiologista do HCor – Hospital do Coração, adotar uma cultura de prevenção dentro de casa ajuda a evitar cerca de 90% dos acidentes. “É importante que os pais adaptem a casa e os espaços em que as crianças vivem e brincam, adotando dispositivos de segurança em escadas, quinas de móveis e piscinas, por exemplo”, orienta.

Acidentes domésticos com crianças. Dicas de como agir


Engasgos
Nestes casos, segundo o cardiologista do HCor, se a criança não desengasgar sozinha, os pais devem abraçar o filho pelas costas, na altura do peito, e fazer pequenas compressões com as mãos. Isso facilitará a saída do objeto ou alimento. Caso a criança esteja inconsciente, o ideal é chamar, imediatamente, uma ambulância.

Afogamento
Baldes, vasos sanitários e banheiras também são os vilões do afogamento. Evite deixar os pequenos próximos a estes objetos sozinhos. Em caso de inconsciência, as manobras de reanimação no afogamento devem priorizar as compressões torácicas.

Queimaduras
Dr. Cury alerta: “Jamais utilize técnicas caseiras, como pasta de dente, café ou manteiga na área ferida. Apenas lave com água fria e corrente”. Se surgir bolhas, mantenha-as, pois elas são a proteção natural da área queimada. O tratamento deve ser feito por um profissional de saúde especializado.

Quedas
Certifique-se de que não houve fraturas e faça uma compressa de gelo. Observe se a criança está pálida, consciente ou se há alterações no comportamento, como sonolência ou agitação excessivas. Se isso acontecer, a orientação é que seja feita uma avaliação médica para descartar possíveis lesões mais graves.

Fraturas
Se há a suspeita de fraturas – se a região apresenta inchaço anormal -, o mais correto é manter a criança deitada e imobilizada, evitando ataduras muito apertadas, e procure atendimento médico especializado com urgência.

Cortes
A primeira coisa a ser feita é lavar a área com água e sabão. Para estancar o sangramento, faça pequenas compressões no local com o auxílio de um pano ou gaze. Em casos mais graves, o atendimento deve ser feito por um médico para que o controle do sangramento seja realizado da forma correta.

21 de fev de 2018

Dificuldades de aprendizagem: O que fazer se seu filho estiver passando por esse problema?

O início da vida escolar ou de um novo ano letivo vem carregado de muitas expectativas e pode significar uma nova etapa no desenvolvimento das crianças, no entanto, essa fase pode trazer também grandes frustrações caso haja dificuldades no aprendizado.

Segundo pesquisas realizadas em vários países, cerca de 10 a 15% da população mundial sofrem de distúrbios na aprendizagem. 'Apesar de, na maioria dos casos, possuírem uma inteligência normal, essas pessoas não coseguem aprender da mesma forma que as outras, pois possuem um estilo diferente de adquirir conhecimento, o que não significa que são menos capazes', afirma a psicóloga Dra. Adriana Giumarães, proprietária do IMTP – Instituto de Medicina Tradicional e Psicologia.

O que fazer se seu filho estiver passando por dificuldades na aprendizagem


A aprendizagem escolar é um processo que depende da combinação coordenada de múltiplos fatores: genéticos, neurobiológicos, psicoemocionais, socioculturais, pedagógicos, institucionais e familiares.

A apresentação de dificuldades no processo de aprendizagem pode ter relação com alguma situação orgânica ou psicológica. De acordo com a psicóloga, 'as causas psicológicas pode estar relacionada a alguma situação vivida ou devido às técnicas, métodos e ações educacionais inadequadas, que dificultam a aprendizagem'.

No entanto, cabe ressaltar que cada pessoa se desenvolve de um modo diferente, segundo a psicóloga Dra. Adriana Guimarães, 'é importante não confundir um desenvolvimento normal com a dificuldade de aprendizagem, indivíduos que apresentam esse problema geralmente expressam desmotivação e incômodo, causado por um sentimento de frustração e incapacidade'.

Caso seja notado tal problema, é necessário procurar auxilio de um psicólogo ou psicopedagogo. 'A Terapia Psicopedagógica investiga as possíveis dificuldades no processo de aprendizagem, por meio de entrevistas, avaliações, atividades lúdicas, entre outras ferramentas que ajudam a suprir esse impedimento', afirma a Dra. Adriana Guimarães.

Além de identificar questões que podem estar travando o processo de aprendizagem do individuo e auxiliar no desenvolvimento do conhecimento a psicopedagogia pode atuar também como uma estratégia preventiva.

Dra. Adriana Guimarães – Psicóloga
  • Graduação em Psicologia pelo Centro Universitário Luterano de Manaus (2005);
  • Pós-graduação em Psicologia do Trânsito (Unip);
  • Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Amazonas (2009);
  • Formação complementar em Psicologia pela Universitat de les Illes Balears – Espanha;
  • Proprietária do IMTP – Instituto de Medicina Tradicional e Psicologia.

7 de fev de 2018

Fantasias de carnaval improvisadas: cinco ideias para fazer em 5 minutos

O carnaval está chegando e nem sempre temos dinheiro para comprar uma fantasia para a criançada e as vezes falta também habilidade.

Garimpei algumas imagens de fantasias de carnaval improvisadas, que você pode montar com itens que vai encontrar em casa.

Algumas das ideias são de países mais frios do que o nosso, então substitua as roupas com mangas e calças compridas por outras mais frescas.

Fantasias de carnaval improvisadas para as crianças

Clark Kent

Olha que fofura! E que ideia genial! Vale adaptar um short e camisa de mangas curtas para se adequar ao  nosso clima.


Wally

Personagem do livro Onde está Wally também é bem fácil de fazer. Embora o gorro seja quente, dá para fazer com uma camiseta de mangas curtas e short.


Minion

Você vai precisar de uma jardineira jeans e uma camiseta amarela, além do gorro é claro. O óculo você pode fazer de papelão e colar no gorro com cola quente.



Incrível Hulk

Essa dá pra fazer rapidinho com uma peças velhas que você encontra no guarda roupas. A tinta para o corpo de ser hipoalergênica e própria para crianças. É facilmente encontrada em lojas de artigos para festa.


Super Mario

Você só vai precisar de uma jardineira e uma camiseta e boné vermelhos. Os detalhes no boné e na jardineira dá pra fazer com cartolina. Coloque um elástico no bigode para ficar mais fácil de usar.





31 de jan de 2018

Quando é necessário levar a criança para a Emergência?

A dúvida se é necessário levar o filho para a Urgência ou Emergência é muito comum entre os pais. Por isso, é fundamental compreender que nem todo sintoma manifestado será resolvido pelo médico destes tipos de unidades de atendimento, e a preocupação em excesso não deve ser a responsável pelas decisões quando as crianças estão doentes.

O primeiro passo é entender a diferença entre URGÊNCIA e EMERGÊNCIA. Para o leigo, pode parecer se tratar do mesmo tipo de atendimento, mas não é!

URGÊNCIA - para ocorrências que não existe risco de morte, mas necessita de verificação em, no máximo 24h. Podemos citar como exemplos as fraturas, febre persistente e desidratação.

EMERGÊNCIA - é para situações graves, com risco de morte, que precisa de socorro imediato. São os casos de uma parada cardíaca, hemorragia, traumatismo craniano, convulsão de difícil controle, entre outros.


Quando é necessário levar a criança para a Emergência

Para Isa Schmmit, pediatra do Hapvida Saúde, as unidades de urgência e emergência podem ser, inclusive, locais de risco para os pequenos. 
“As Emergências possuem um fluxo de pessoas com diversas patologias, em alguns quadros graves e contagiosos. Por exemplo, em um hospital que tenha tido passagem de uma criança com catapora, o seu filho pode, sim, contrair a enfermidade. Por essa razão, é considerável levar a criança somente quando for realmente urgente”, enfatiza.

O primeiro passo é verificar o que está acontecendo com a criança, como, por exemplo, se a febre não ultrapassar o período de 48 horas, se apresenta coriza, tosse seca, diarreia que não ocorre com frequência ou se não apresenta desidratação, não é necessário levá-la. Mesmo não levando a criança à Emergência, alguns cuidados precisam ser tomados para eliminar os sintomas. Entrar em contato com o pediatra que faz o acompanhamento do pequeno é uma alternativa para tirar dúvidas, a fim de verificar o que pode ser feito para a melhora.

Para a pediatra, é essencial ficar atento a alguns sinais que podem apontar gravidade no quadro. “Desconforto para respirar, convulsões, queda do nível de consciência, febres que não diminuem depois do uso de medicamentos, lesões de pele que não apresentam melhora, indícios de desidratação, vômitos constantes, entre outras situações, revelam que é hora de levar a criança a um Pronto Atendimento”, explica a médica.

20 de dez de 2017

Férias e festas de final de ano exigem atenção especial às crianças

Com as férias e as festas de final de ano, é fundamental atenção redobrada às crianças, já que aumentam as chances da ingestão e até aspiração de objetos estranhos, como moedas, ossos de frango, peças de brinquedos, feijão e espinhas de peixes. Isso acontece porque os pequenos estão mais tempo em casa e expostos a essas situações – ainda, principalmente até os três anos de idade, é comum o hábito de levar objetos à boca.

A identificação e extração destes corpos estranhos podem ser feitas por meio de um procedimento endoscópico, capaz de, em muitos casos, eliminar a necessidade de cirurgia. O exame de endoscopia digestiva alta visualiza o esôfago, o estomago e o duodeno, que são os locais onde a maioria dos corpos estranhos ingeridos ficam retidos. Os corpos estranhos aspirados podem ficar impactados na laringe, traqueia ou brônquios, sendo avaliados pelo exame de laringotraqueobroncoscopia.  “São exames simples e têm a função de verificar onde o objeto alojou-se. A partir disso conseguimos retira-los, geralmente sem comprometer o aparelho digestivo ou respiratório do paciente”, afirma a Dra. Silvia Regina Cardoso, presidente do Núcleo de Pediatria da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED).

Para a realização dos exames endoscópicos, é necessário que inicialmente a criança seja submetida à anestesia.  Para a endoscopia digestiva ela é colocada em posição lateral. Então, coloca-se um protetor bucal, a fim de impedir que a boca seja fechada – em seguida, insere-se o esofagogastroduodenoscópio, aparelho responsável pela visualização da faringe até o intestino.  Procedimento semelhante é feito para a realização do exame de broncoscopia, ficando o paciente, neste caso, em decúbito dorsal. Então o broncoscópio é introduzido na boca ou narina, visualizando desde a laringe até os brônquios.

A indicação de uma endoscopia de emergência deve ser feita, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, frente a situações evidentes ou eminentes de obstrução de vias aéreas e de risco elevado de perfuração do esôfago como em casos de ingestão de disco de bateria impactado em esôfago e de peças de brinquedos com múltiplos ímãs ou potencialmente perfurante.  Os exames endoscópicos devem também ser realizados para outros objetos impactados, sem possibilidade de eliminação espontânea.



Pais e cuidadores são principais responsáveis pela prevenção


Objetos como moedas, joias, agulhas e aparelhos que tenham pilhas ou baterias em forma de disco não podem estar ao alcance de crianças menores de três anos; além disso, é fundamental atestar que seus brinquedos não contenham pedaços que possam ser destacados com mãos ou dentes. Também é necessária supervisão direta até os cinco anos enquanto alimentam-se ou brincam com sacos plásticos e balões de borracha.

Os tradicionais broches, berloques, prendedores de chupeta, medalhas e correntes podem representar perigo caso se soltem. Ainda, os pais ou responsáveis devem ensinar as crianças a não levarem os objetos à boca, e atentar-se para que elas não corram, riam ou chorem ao comerem.

“Contudo, esses acidentes podem acontecer mesmo com todas as medidas preventivas. Por isso, os pais e cuidadores precisam conhecer as manobras para retirada de um corpo estranho e para ressuscitação. A criança precisa ser levada o mais rápido possível ao médico, para que o profissional possa identificar e definir qual o melhor tratamento e aplica-lo o quanto antes, evitando complicações”, alerta a especialista.

13 de dez de 2017

Como escolher a escola para meu filho

Estamos nos aproximando do final de ano e, nesse período, entre tantas dúvidas que passam na cabeça dos pais, duas envolvem o início da vida escolar: já está na hora de matricular meu filho em alguma escola? E como escolher a escola ideal? A tomada de decisão não é algo fácil e envolve fatores emocionais, imunológicos, psicológicos e de desenvolvimento dos pequenos.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os pais são obrigados a colocar seus filhos na escola a partir dos quatro anos de idade, sob risco de multa em caso de descumprimento. Porém, em razão da inserção da mulher no mercado de trabalho, esse início de vida escolar tem acontecido muito mais cedo, as vezes a partir dos quatro meses, quando termina o prazo de licença-maternidade da mãe.

“Sob esse aspecto, é válido dizer que apesar de parecer precoce, há muitos pais que, ao colocarem seus filhos com poucos meses de vida no berçário, a porta de entrada para a vida escolar, conseguem observar neles o desenvolvimento de forma mais acelerada”, revela Tânia Medeiros, coordenadora pedagógica do Sistema Maxi de Ensino.

Para auxiliar pais indecisos, a pedagoga orienta que sejam avaliados fatores de desenvolvimento dos filhos, bem como o ambiente onde vivem. “O ideal é que a criança já se movimente, não use mais fraldas e esteja desenvolvendo a linguagem. Também é importante avaliar como está sua imunidade, uma vez que num ambiente coletivo a exposição bacteriana é, naturalmente, maior, e se está mais disposta à socialização, o que facilita a adaptação”, explica Tânia.

Com relação ao ambiente, a especialista sugere que os pais sejam criteriosos ao responder questões como ‘a mãe, familiar ou babá que fica com a criança oferece a ela experiências que estimulem seu desenvolvimento?’; ‘ela tem um espaço onde possa brincar, se movimentar e interagir?’; ‘em casa, há uma rotina de atividades que a desperte para descobertas?’ “Dependendo das respostas, esses fatores externos revelam que o melhor seja a busca de uma escola”, diz.

 

Como escolher a escola


Decididos que o momento é ideal para a inserção da criança no mundo escolar, a busca pelo local ideal é igualmente desafiadora.

De acordo com a coordenadora pedagógica do Sistema Maxi de Ensino, antes de iniciar a procura, pais precisam pensar em critérios que vão ao encontro do perfil familiar. Os valores da família e da escola devem estar alinhados. 

“A escola deve ser a extensão do lar, com um ambiente harmonioso, que proporcione uma verdadeira parceria e confiança com os pais, especialmente na educação infantil, além de ter uma proposta pedagógica próxima ao que os pais esperam, ou seja, se segue a linha mais tradicional ou liberal, confessional ou humanista. Também é essencial avaliar como a escola desenvolve o trabalho com a psicomotricidade, com brincadeiras, priorizando o lúdico, o que é extremamente importante nessa fase da vida”, destaca Tânia.

Localização e estrutura da escola; oferta de período integral, caso assim seja necessário; preocupação com a segurança e o material didático utilizado, além do preparo e formação de educadores e funcionários, também devem fazer parte do rol de avaliações nesse processo de seleção. Para descobrir tudo isso, o ideal é que os pais visitem o maior número possível de escolas, observem a sua rotina e busquem referências, conversando com outros pais.

Antes da definição, a pedagoga destaca, ainda, a importância de se avaliar a proposta pedagógica da escola, além do sistema de ensino existente, pois, com ele, os pais saberão de qual forma todo o processo de ensino e de formação se dará. “Nesse sentido, uma das propostas que tem sido muito empregadas, principalmente nas escolas infantis, é a da pedagogia afetiva, que une educação de qualidade cognitiva e científica com o aspecto humano, ligado ao ensinamento de valores e princípios, o que prepara os jovens alunos de maneira integral para a vida”, explica a pedagoga.

Com a realização de toda essa avaliação, pais poderão definir, com segurança e tranquilidade, onde seus pequenos iniciarão sua vida escolar.

1 de nov de 2017

Jogos matemáticos: 6 jogos para ensinar divertindo

Vou sugerir nesse texto 6 jogos matemáticos para ensinar divertindo. Experiências negativas que vivenciamos durante a infância podem ser carregadas para toda a vida. A dificuldade que alguns adultos tem para lidar com números podem estar diretamente relacionadas às essas experiências.

Perder o fio da meada, nas ciência exatas, pode significar a incapacidade de absorver os conteúdo que virão a seguir. Por exemplo, quem tem dificuldade em realizar operações básicas (soma, subtração, multiplicação e divisão), certamente terá dificuldade em resolver qualquer tipo de equação.

Minha mãe, que era pedagoga, dizia que ao propor para a criança a resolução de um "problema" estaria causando dois. A própria palavra já denotava algo difícil de ser feito, solucionado. Ao usar jogos matemáticos com o objetivo de solucionar "problemas", deixamos a criança mais confortável em um ambiente que já é conhecido por ela, um ambiente lúdico.

Jogos matemáticos


Na teoria piagetiana os jogos estão intimamente ligados ao desenvolvimento humano, passando por três fases o jogo de exercício, o jogo simbólico e o jogo de regras.

Se o jogo faz parte de nós, usá-lo para dar significado à conteúdos na escola que naquele momento não possuem significado para a criança, pode ser uma excelente via para facilitar o aprendizado, tornando-o natural e evitando assim lapsos que podem levar ao "perder o fio da meada" que falei logo acima.

A primeira vez que tive contato com jogos matemáticos foi aos 14 anos, cursando a oitava série do ginásio (9º ano do ensino fundamental II) em um laboratório de matemática criado pelo Professor Reinaldo (não lembro o sobrenome), no Colégio Objetivo em São Paulo. Estamos falando de meados dos anos 1980, e posso afirmar que foi importantíssimo pra mim, que tinha enorme dificuldade para compreender alguns conteúdos.

É importante que os jogos matemáticos não sejam escolhidos ao acaso, devem ter um objetivo pedagógico que esteja relacionado às necessidade de aprendizagem do aluno naquele momento.

Selecionei alguns jogos matemáticos que podem servir de inspiração para a construção de outros.

1- Dominó de formas geométricas.

Dominós são um ótimo jogos para ensinar diversos conteúdos da matemática. Do mais simples, como esse dominó com formas geométricas, aos mais complexos contendo equações de 2º grau, passando por operações e equações matemáticas mais simples.


2- Operações básicas: soma

Forma divertida e criativa de ensinar crianças a somar associando números e quantidades.


3- Operações básicas

Esse jogo permite inúmeras combinações de operações matemáticas simples.


4- Fração com LEGO

O Lego ou qualquer outro jogo de blocos pode ser uma excelente opção para ensinar frações. Veja o exemplo abaixo e crie jogos e brincadeiras que envolvam esse conceito.

5- Formas geométricas

Palitinhos de sorvete ajudam a relacionar o nome da forma geométrica com a quantidade de lados que elas possuem.


6- Ensinando a contar

Existem inúmeros jogos que ensinam a relação entre números e quantidade. Esse é um exemplo bem criativo e que pode ser feito com outros materiais como papel e EVA.



18 de out de 2017

Surdez unilateral em crianças deve ser tratada


Para muitas pessoas a surdez unilateral não afeta tanto o dia a dia, já que é possível escutar perfeitamente com o outro lado. Porém, no caso das crianças, essa falta de audição pode prejudicar bastante seu desenvolvimento e alfabetização. É o caso de Henrique Teixeira Coutinho, um menino de 5 anos que tem perda auditiva profunda no ouvido direito e audição normal no ouvido esquerdo. 

Em sua rotina, ele comentou com os pais que em diversas situações tinha dificuldade para identificar os sons à sua volta. Foi então que a mãe dele, ao notar que a surdez unilateral do filho estava prejudicando seu relacionamento com outras pessoas e o desenvolvimento escolar, procurou ajuda para que Henrique tivesse melhor qualidade de vida hoje e no futuro.

Henrique Teixeira Coutinho - foto: divulgação

Tratamento da surdez unilateral em crianças


O tratamento da surdez unilateral ainda é tema de debate entre a classe médica, uma vez que alguns profissionais não acreditam que uma solução auditiva para este tipo de problema possa melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas. Mas especialmente no caso de crianças, não escutar os sons em uma das orelhas pode trazer grandes prejuízos, principalmente quando essa perda auditiva é profunda.

Em crianças com perda de audição unilateral, dificilmente percebemos de imediato que elas não escutam bem. Foi assim com Henrique. Enquanto crescia, sua família notava que ele apresentava dificuldades para identificar os sons e também para entender as conversas, principalmente em ambientes ruidosos ou quando mais de uma pessoa estava falando ao mesmo tempo. Na escola, os professores relatavam que ele apresentava dificuldades de atenção.

Para tratar o déficit de audição em um dos ouvidos, foi criado um dispositivo auditivo por condução óssea chamado ‘Sistema Ponto’, uma prótese cirúrgica, adaptada com um processador de fala externo. O ‘Ponto’, fabricado pela Oticon Medical, é indicado para pessoas que apresentam perda auditiva condutiva, mista e unilateral profunda que estão impossibilitados de utilizar um aparelho auditivo convencional. É possível adaptar o Sistema Ponto com um pequeno implante, instalado durante uma cirurgia simples e rápida, seguida de uma reabilitação eficaz.

“Antes da decisão pela cirurgia, é possível realizar um teste com o ‘Ponto’ para que o usuário – ou os seus responsáveis - tenha certeza do benefício do implante. A cirurgia pode ser realizada a partir dos 5 anos de idade. Antes disso, porém, bebês e crianças podem utilizar um outro dispositivo, um processador de fala acoplado a uma faixa, para estimular a audição e auxiliar no desenvolvimento da fala”, explica a fonoaudióloga Andréa Caruso, responsável pelo tratamento de Henrique.


Sobre o Sistema Ponto

O ‘Sistema Ponto’ é a uma prótese cirúrgica osteoancorada, adaptada com um processador de fala, indicado para pacientes que têm perda auditiva condutiva, mista e unilateral profunda e que estão impossibilitados de utilizar um aparelho auditivo convencional. Fabricado pela Oticon Medical, empresa global de soluções auditivas implantáveis, com acesso aos mais recentes avanços em pesquisa, o Ponto tem uma alta tecnologia, desenvolvida e projetada para atender às necessidades do usuário e otimizar sua experiência auditiva, garantindo melhor qualidade de vida.

4 de out de 2017

Brinquedos sonoros podem causar danos à audição das crianças

Dia das crianças chegando e o que não falta são opções de brinquedos para presentear os pequenos; inclusive aqueles com sons incríveis, que imitam naves espaciais, sirenes potentes, dinossauros ferozes e até os acordes de guitarra dos astros do rock. Eles encantam a criançada e até os adultos! Mas, por trás de toda essa magia de luzes e som – que aparentemente é inofensiva – pode morar um grande perigo para a audição das crianças. Na hora da compra, os pais devem ficar atentos às condições de segurança. O selo do INMETRO é um importante indicador de que o brinquedo é seguro e que está dentro dos limites estabelecidos na legislação.

Brinquedos sonoros do tipo ‘made in China’, vendidos em camelôs, por exemplo, são os que trazem maiores riscos e chegam a emitir ruídos acima de 85 decibéis, que é o limite recomendado pelos médicos.


Atenção com brinquedos sonoros

“A exposição frequente a níveis elevados de ruído pode causar prejuízos irreversíveis à audição desde os primeiros anos de vida. Um carrinho de polícia desses que se encontra nos calçadões, por exemplo, pode registrar até 120 decibéis de ruído; maior que o barulho de um motosserra, que é de 100 decibéis, ou de uma britadeira, que alcança 110 decibéis. Mesmo breves exposições a sons elevados podem trazer riscos, principalmente para crianças pequenas. Portanto, esteja atento na hora de comprar brinquedos. Garantir a segurança dos filhos, com certeza, não tem preço”, explica Isabela Papera, fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas.

Alguns brinquedos sonoros fazem parte de uma “lista negra”. Se você, por exemplo, tem um rock star em casa, deve redobrar a atenção ao comprar brinquedos musicais como guitarra elétrica, bateria, tambor e trombeta, que podem emitir sons de até 120 decibéis. Já nos microfones, o volume pode atingir 135 decibéis – som comparado ao da decolagem de um avião. O risco está também nas bonecas, que a cada dia ficam mais parecidas aos bebês de verdade e falam e choram a plenos pulmões. Com isso, muitas emitem ruídos que podem chegar a 110 decibéis. E até a antiga brincadeira de polícia e ladrão usando armas de brinquedo traz riscos à audição O barulho emitido pelo brinquedo é calculado em até 150 decibéis, podendo causar dor nos ouvidos de imediato.

É verdade que os ruídos estão em todos os lugares e nem sempre dá para controlar seu volume, porém, dentro de casa, por exemplo, é possível ficar de olhos – e ouvidos – atentos para a intensidade do barulho a que seu filho está exposto.

“As crianças também estão expostas a altos níveis de ruído ao brincar com videogames, frequentar sala de jogos de computadores, assistir desenhos em alto volume na TV, ouvir música em volume alto com fones de ouvido, em celulares ou aparelhagens de som. Em ambientes barulhentos é aconselhável usar protetor auricular nos pequenos”, aconselha a fonoaudióloga, que é especialista em audiologia.

A Telex oferece protetores, chamados de atenuadores, que reduzem o barulho mas não impedem que a criança ouça o som das festas e brincadeiras. Os protetores auriculares são feitos sob medida para os pequenos – é preciso avaliar a idade da criança para o uso – e também para adultos que querem se proteger da poluição sonora diária a que somos submetidos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um barulho de 70 decibéis já é desagradável para o ouvido humano. Acima de 85 decibéis pode começar a danificar o mecanismo da audição. O contato frequente com um brinquedo que emite um som elevado pode causar danos auditivos, desde os primeiros anos de vida, afetando para sempre a audição das crianças. Os menores, de até três anos, são os mais afetados. E a dificuldade de ouvir pode atrasar todo o seu desenvolvimento, seja na área da fala e também no desempenho escolar.

15 de ago de 2017

Como escolher óculos para crianças em idade escolar

As aulas voltaram e é neste momento que os pais prestam mais atenção ao desempenho de seus filhos na escola. Mas, o que poucos se atentam é que, muitas vezes, as notas baixas estão relacionadas a dificuldades para enxergar.

De acordo com o Ministério da Saúde, 30% das crianças em idade escolar no país apresentam algum tipo de ametropia. O dado também é confirmado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), que aponta que de 3% a 10% delas, com idades entre 7 e 10 anos, precisam usar óculos. Já segundo o Ministério da Educação, mais de 22% dos casos de abandono dos estudos são motivados por problemas na visão.
“É necessário observar se há maior dificuldade para reconhecer objetos e pessoas. Franzir muito a testa, apertar os olhos, tropeçar e cair com maior frequência são outros indicativos de que algo não está bem. E, quando isso acontece, compromete a qualidade das interações sociais da criança, e, principalmente, o seu aprendizado na escola”, alerta a médica oftalmologista, consultora da Óticas Diniz, Dra. Liane Iglesias.
No entanto, nem todos os pacientes infantis apresentam esses sinais. “Os erros refracionais podem passar despercebidos por um bom tempo, já que a criança não sabe o que está acontecendo com a sua visão. De maneira geral, hipermetropia, astigmatismo e miopia provocam embaçamento ou turvação na vista, dores de cabeça e cansaço visual devido ao esforço feito para tentar enxergar melhor”, esclarece a especialista. 


Como escolher óculos para crianças em idade escolar


Após a consulta com o médico oftalmologista, a realização de exames e a prescrição para o uso de óculos em mãos, o próximo passo dos pais ou responsáveis é procurar uma ótica. Para uma adaptação rápida, é importante que a criança participe da escolha do modelo para não rejeitar o acessório de imediato.

“O mais indicado é o uso de armações mais resistentes e maleáveis, como acetato ou silicone. Hoje em dia, há muitas opções de materiais e cores e, sem dúvida, vai ter um que vai agradar o seu filho”, esclarece Leandro Escudeiro, gerente de Marketing e Produto da Óticas Diniz.

Verificar como a armação está se ajusta ao rosto é outro fator que deve ser levado em consideração ao escolher óculos. Por serem pequenas, as crianças ainda não têm a base nasal completamente desenvolvida. E, para que o acessório não caia a toda hora, é preciso atenção, já que ele não pode estar nem largo ou apertado demais.

Segundo Escudeiro, motivar o uso dos óculos criando uma rotina para usá-los ajuda a diminuir as rejeições das primeiras semanas. “Explicar a importância de utilizar o acessório para enxergar melhor é fundamental para a compreensão da criança. Colocar os óculos assim que acordar e retirar apenas para tomar banho e dormir também contribui para uma melhor e rápida adaptação”, finaliza.

2 de ago de 2017

Ansiedade Infantil: como identificar os sintomas e ajudar seu filho

A ansiedade infantil, muitas vezes, pode ser confundida com birra ou comportamento típico de crianças mimadas. Porém, há alguns sintomas que, se aparecerem em conjunto, podem caracterizar o transtorno. De acordo com Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde, as crianças que têm medo, roem as unhas com frequência, sentem vergonha, têm impaciência e medo de dormir sozinho no seu quarto, fazem xixi na cama, têm fobia escolar e que sempre querem estar perto dos pais são aquelas que, possivelmente, sofrem de ansiedade infantil.

Todos estes sintomas podem variar de acordo com o gênero e idade da criança, mas a ansiedade infantil geralmente afeta pessoas de 6 a 8 anos de idade, fase que elas começam a apresentar autonomia, prejudicando o desenvolvimento e fazendo com que este comportamento seja levado também para a vida adulta. A rotina escolar também é afetada e algumas crianças podem até mesmo perder conteúdos importantes. Já na vida pessoal, pode existir uma limitação e o desenvolvimento de um conceito negativo sobre si mesma, dificultando a sociabilidade.

Ansiedade infantil como ajudar seu filho                       

Para a especialista, o frequente uso da tecnologia é, atualmente, um dos principais fatores para o desenvolvimento da doença. Afinal, hoje em dia, os smartphones e tablets são os “brinquedos” preferidos das crianças e é cada vez mais comum encontrá-las entretidas com os aparelhos, tanto no ambiente domiciliar como também nas escolas e lugares públicos. Desta forma, elas se acostumam muito facilmente com o imediatismo e têm cada vez menos paciência para lidar com tudo que demande um pouco mais de tempo e espera.

“Atualmente, percebemos uma pressa nas coisas, nas pessoas, na tecnologia. E com as crianças não é diferente. Entre os brinquedos, acontece um descarte de objetos que facilmente viram obsoletos e perdem espaço para aparelhos tecnológicos. O que falta hoje em dia é mais contemplação. Parar e estar atento ao que se faz no momento presente. Ser presença!”, afirma Sarah.

Para a psicóloga, a percepção dos pais é algo fundamental para o tratamento da ansiedade, que devem ficar atentos aos sintomas e perceber o que é real. Ou seja, caso as crianças não queiram ir à escola, a primeira ação dos pais é verificar se existe algo lá que esteja impedindo o desenvolvimento da criança. “Pode ser a dificuldade de interagir com as outras crianças, dificuldade com o currículo escolar ou até mesmo bullying. Um único quadro, geralmente, não define a ansiedade infantil, são necessários alguns comportamentos para que o diagnóstico seja preciso”, ressalta Sarah.

A especialista explica que o comportamento dos pais também pode motivar a ansiedade dos filhos. “Não se diz que é hereditário, mas os pais transmitem este comportamento. Para a terapia cognitiva comportamental, somos frutos do meio, assim, se os pais apresentam comportamento ansioso, os filhos vão entender que é assim que o mundo funciona. São os pais os primeiros transmissores de como devemos ver, ouvir e agir diante das situações”, afirma.

O transtorno pode ser tratado de acordo com a intensidade da ansiedade e idade da criança. A família também deve ser avaliada e, se for o caso, também tratada. Atualmente, a terapia cognitiva comportamental trabalha de forma positiva com essas crianças, fazendo com que percebam aos poucos o que conseguem fazer e o quanto as ideias negativas atrapalham o seu desenvolvimento.

28 de jun de 2017

Dicas para não deixar a pele do bebê ressecar no inverno

A pele do bebê é muito sensível e pode sofre ressecamento na época do inverno. A hidratação da pelo do bebê nos dias frios é fundamental para evitar que esse ressecamento.  

Isso acontece porque a pele na primeira infância é dez vezes mais fina que a de um adulto e também ainda está passando por adaptações e desenvolvimento no ambiente fora da barriga da mamãe.


6 dicas para não deixar a pele do bebê ressecar no inverno


Dê banho morno e não quente – A água quente pode ressecar a pele do bebê, o ideal é que ela esteja entre 36 e 37 °C, mesmo em dias muito frios. Para evitar a friagem o ideal é manter o ambiente no qual o banho será dado aquecido.

Dê bastante líquido para o bebê – Assim como os adultos, os pequenos também precisam ingerir bastante líquido. A água ingerida é eliminada no suor, urina e respiração, por isso, é importante repor o líquido perdido para que o corpo não fique desidratado e a pele ressecada.

Proteja a pele do bebê das agressões climáticas – Não deixe o bebê exposto ao vento forte e ao sol. Quando a temperatura cai, o vento frio pode ressecar a pele e os lábios do pequeno. Abuse de gorros e luvas!

Mantenha o ar da casa úmido – Em regiões com o ar mais seco ou um ambiente ressecado pelo uso de aquecedores e ar condicionado, o ar pode ser umedecido com o uso de um umidificador de ar, toalhas molhadas penduradas ou um balde com água no ambiente, nesse último caso somente para bebê muito pequenos, pois há risco de afogamento.

Use óleo e hidratantes corporais para ajudar na hidratação – O óleo forma uma película protetora sobre a pele que impede a perda de água. Já o creme hidratante possui substâncias que penetram na pele, fato que garante a hidratação. Ambos precisam ser neutros e específicos para crianças. É recomendado aplica-los até três minutos após o banho para não reduzir o efeito hidratante.

Use produto neutro, específico para bebês – Suaves e com aromas sutis, os sabonetes líquidos têm uma composição ideal para a pele do bebê. Eles podem ser usados sempre, até por crianças maiores em casos de sujeira em pouca quantidade. Depois dos seis meses de idade, um shampoo feito com substâncias recomendadas para os fios é o suficiente e ajuda o não ressecamento da pele e o couro cabeludo da criança.

Via: Alô Bebê

14 de jun de 2017

A importância do odontopediatra na vida de uma criança


A Odontopediatria vem ganhando cada vez mais importância num cenário em que, aos 12 anos, mais da metade dos brasileiros tem uma ou mais lesões de cárie. Ao longo do tempo, inclusive, houve toda uma transformação do papel do odontopediatra. Muito mais do que um cirurgião-dentista “com jeito para lidar com crianças”, trata-se de um profissional que tem sob sua responsabilidade, em grande parte, todo o desenvolver de um comportamento que poderá resultar em um adulto com dentes saudáveis.

Os cuidados com a dentição infantil começam ainda na gestação. Cabe ao odontopediatra orientar as mamães sobre o que podem fazer – desde incorporar novas rotinas de higiene e alimentação, até mudar determinados hábitos nocivos à dentição das crianças – para que seus filhos nasçam com tendência a formar dentes fortes e saudáveis. A periodontite (inflamação na gengiva), por exemplo, vem sendo associada ao nascimento de prematuros e a recém-nascidos com baixo peso. Sendo assim, tudo começa já nos cuidados com a gestante.



Ainda há muitos pais, infelizmente, que também desconhecem a importância de tratar da saúde bucal da criança desde seu nascimento. Consideram que dente de leite não tem importância porque vai cair mesmo e que a preocupação em levar o pequeno ao cirurgião-dentista começa por volta dos oito a dez anos. Mas isso é um grande engano. Hoje, o odontopediatra tem uma nova perspectiva sobre a primeira dentição. Ao cuidar desde cedo dos dentes da criança, estimulando-a à correta higienização já nos primeiros anos de vida, também está prospectando um futuro mais saudável para essa pessoa.

Vale dizer que existe consenso em preservar o máximo possível os dentes decíduos (primeira dentição) para evitar uma série de problemas, como: desalinhamento resultante da extração precoce de um dente de leite; lesões de cárie que avançam nos dentes permanentes quando não tratadas logo na dentição provisória; infecções; problemas que resultarão na necessidade futura de um tratamento ortodôntico etc. Além do aspecto preventivo, tratar os dentes desde a primeira infância possibilita eliminar um dos grandes obstáculos que encontramos ainda hoje: muito adulto tem “medo de dentista”.

Quando a criança se acostuma a frequentar desde cedo o consultório odontológico, incorpora isso naturalmente à sua rotina e passa a tratar o cirurgião-dentista como os demais profissionais de saúde, a exemplo do pediatra. Mais do que isso, crianças acostumadas desde cedo a cuidar da saúde bucal tratam a todos como amigos, desenvolvendo uma saudável relação de confiança. Afinal, há toda uma preocupação por parte dos odontopediatras em receber essas crianças de forma lúdica e acolhedora. Oferecer um ambiente colorido, livros e brinquedos para diferentes idades é uma delicadeza que mostra ao público infantil o quanto ele é importante e contribui para deixar as crianças mais à vontade, mais calmas para compreender o porquê dos procedimentos clínicos.

Ao transformar os cuidados com a saúde bucal numa experiência agradável para a criança, o odontopediatra contribui para que ela cresça cuidando bem dos dentes e se alimente corretamente – o que resultará num adulto com boa saúde bucal, com baixa incidência de cárie e outros problemas resultantes da falta de cuidados e escovação apropriada. Uma das primeiras medidas é advertir os pais de que a criança jamais deve ser colocada para dormir com a mamadeira no berço ou na cama. Apesar de parecer familiar para a maioria das pessoas, isso está errado. Seja a fórmula que for, ou ainda um suco, se a criança não higienizar a boca logo depois de mamar, o acúmulo de açúcar contribuirá muito para o aumento de bactérias nocivas na cavidade bucal, levando à formação de lesões de cárie mesmo nos dentes decíduos.

Até mesmo por isso, os odontopediatras costumam avaliar os hábitos alimentares da família e da criança. Por exemplo, alguns pais costumam colocar achocolatados e sucos de caixinha nas lancheiras, mas precisam ser advertidos de que também esses líquidos são prejudiciais à saúde bucal. Da mesma forma que o açúcar presente em doces, pães e bolachas, o açúcar dessas bebidas se transforma em ácido e ataca o esmalte dos dentes, provocando cárie e até mesmo inflamações. Grosso modo, os mesmos cuidados que os pais têm para proporcionar uma alimentação mais saudável a seus filhos e evitar a obesidade infantil – que aumenta de modo alarmante no Brasil, superando problemas como a desnutrição – contribuem para que os menores desenvolvam dentes mais saudáveis e um sorriso bonito.

Finalmente, ensinar crianças e adultos a escovar corretamente os dentes, pelo tempo mínimo necessário para promover uma limpeza ideal da boca, também é papel do odontopediatra – que, com paciência e gentileza, costuma reforçar essa mensagem a cada consulta. Até que a criança atinja três anos, os pais serão orientados sobre a melhor forma possível de promover essa higienização/escovação. Mas, como a coordenação motora é desenvolvida aos poucos, caberá aos pais supervisionar os rituais de limpeza bucal de seus filhos até que completem 10 ou 11 anos. Isto não quer dizer que, depois disso, poderão eliminar a preocupação com a saúde bucal de seus filhos. Ainda caberá aos pais checar o bom estado das escovas de dente, agendar consulta com o cirurgião-dentista para aplicação do selante e vigiar os hábitos de seus filhos.

Ao menor sinal de ranger de dentes, estalar de mandíbula ou permanecer tempo demais com a boca aberta, vale a pena buscar ajuda especializada. Como as crianças costumam adquirir os mesmos hábitos que os adultos, seu comportamento deve ser constantemente avaliado pelo odontopediatra para checar se o excesso de preocupação e estresse não está impactando a formação e saúde dos dentes. Enfim, esse profissional deverá fazer um acompanhamento bastante personalizado até que essa criança se transforme em adulto – de preferência, com um sorriso saudável e bonito.

Por Sandra Kalil
Professora do curso de pós-graduação em Odontopediatria da FAOA – Faculdade de Odontologia da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas).


7 de jun de 2017

Brincadeiras para Dia de Chuva: Feijão Ímpar

Feijão ímpar é uma brincadeira para dia de chuva, perfeita. Trata-se de um jogo mental de adivinhação, que não exige espaço, nem equipamentos e vai divertir as crianças por um bom tempo.

É uma excelente oportunidade para treinar o conhecimento das crianças em relação à números pares e ímpares.


Feijão Ímpar

Idade: 6 a 10 anos

Jogadores: 2 ou mais

Objetivo: Adivinhar o número de feijões na mão do jogador adversário para conseguir o maior número de feijões.

Material: 12 feijões crus e um saquinho de papel, para cada jogador.

Jogando...

Cada jogador recebe um saquinho contento 12 feijões crus (o saquinho não deve ser transparente).
Define-se a ordem que cada um irá jogar e senta-se um uma roda. Leia aqui sugestões de pré-jogo.

O primeiro jogador pega no seu saquinho um determinado número de feijões (não vale ser zero!). O segundo jogador tenta adivinhar quantos feijões foram pegos. Se acertar fica com os feijões, se errar dá ao primeiro jogador, o mesmo número de feijões.

Então, o segundo jogador repete o processo perguntando ao terceiro e assim sucessivamente. 

Quem ficar sem feijões fica fora do jogo. 

Ganha quem ficar com todos os feijões.


29 de mai de 2017

Brinquedos que ajudam o desenvolvimento infantil.

Desde sempre sou fã de brinquedos que permitem à criança usar e abusar da criatividade. Massinhas, brinquedos de montar, brinquedos de encaixar estão entre os meus preferidos.

Na década de 1990 fui morar no exterior e viajei durante 24 horas com meu filho que na época tinha dois anos e nove meses, levei na bagem de mão um kit com massinha e nos divertimos bastante, sem perceber o tempo da viagem.

Brinquedos que ajudam o desenvolvimento infantil.

Estimular a criança em seus primeiros anos de vida e aproveitar a fase do amadurecimento cognitivo é uma atitude muito importante que auxilia na evolução do processo criativo dos pequenos. Além disso, incentivar esses estímulos nessa fase é muito importante para o desenvolvimento da imaginação e faz com que a criança viva mais experiências de aprendizado.

Isso ocorre porque, quando pequena, a criança tem ampla capacidade de imaginar e deduzir situações e, com isso, aprende a desenvolver habilidades de múltiplas competências, que envolvem raciocínio, lógica e inteligência.

Nesse contexto, as brincadeiras manuais são as que mais possibilitam a interação e a compreensão infantil, pois, em geral, estimulam a imaginação da criança proporcionando completo aprendizado e um entendimento maior em relação ao mundo.

Selecionei alguns brinquedos que estimulam a criatividade e ajudam no desenvolvimento infantil.

Hello Donnuts Massinha

Divirta-se com as Rosquinhas da Hello Kitty com 1 pote de 80g, 3 sachês de 35g de massinha, acessórios e moldes. A partir de 3 anos.

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Bunchems Kit Maleta de Viagem


Bolinhas super coloridas para conectar e criar tudo o que puder imaginar. Crie animais, veículos, casas e qualquer tipo de objeto, basta encostar uma bolinha na outra que elas se unem. Itens Inclusos: 1 Maleta e Bunchems. Recomendado para crianças maiores de 5 anos de idade Não recomendável para menores de 3 anos por conter peças pequenas que podem ser engolidas.

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Skwooshi Rolo Modelador

Massinha Skwooshi Rolo Modelador - Sunny Skwooshi é uma nova maneira de brincar de massinha. É uma massinha que estica e volta, não seca, não suja e não gruda. As crianças não vão conseguir parar de brincar. Não contem glúten nem trigo. Set com 1 rolo modelador grande e 3 rolos padrão. São 2 potes de 56, 7g. você pode criar diferentes desenhos e formas.

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Playset Galinha Pintadinha


Divirta-se com o Playset da Galinha Pintadinha que contém 24 potes de massinha com 18g cada, e ainda conta com 2 moldes vazados para modelagem e 1 molde bipartido em 3D da Galinha Pintadinha. A tampa do balde onde guardamos todos os pertences possui um molde também!

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11 de abr de 2017

DPAC pode ser a causa de falta de concentração e hiperatividade

Falta de concentração, desinteresse, hiperatividade, baixo rendimento escolar e isolamento social são comportamentos verificados em muitas crianças e que podem levar a diagnósticos de Dislexia ou de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O que muitas pessoas desconhecem é que esses sintomas podem também ser consequência de um outro tipo de distúrbio, ainda não muito divulgado e que pode estar afetando milhares de brasileiros sem que eles ao menos saibam.



Trata-se da Desordem do Processamento Auditivo Central, ou DPAC, um problema auditivo reconhecido pela medicina há apenas 15 anos e por isso ainda pouco diagnosticado pelos médicos. O transtorno afeta a capacidade de compreensão dos sons e pode prejudicar o desenvolvimento intelectual desde a infância. A criança ouve normalmente, mas não consegue interpretar o que ouve. É como se as palavras e demais sons fossem apenas ruídos.

“A criança ou adolescente com DPAC não consegue discriminar os sons quanto à sua localização e amplitude e não reconhece ou não compreende o significado de cada ruído presente no ambiente. Com isso, o mundo se transforma em uma incômoda confusão de barulhos desconexos e embaralhados”, explica Marcela Vidal, fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas.

De acordo com neurologistas, todo o esforço de quem tem o distúrbio para entender o que acontece ao redor é demasiado para o cérebro. Chega uma hora que ele não resiste e “desliga”. Por isso, as pessoas com do DPAC são sempre muito distraídas e perdem o foco de atenção muito rápido sobre o que está acontecendo no ambiente. A fala e a leitura também são prejudicadas, uma vez que o processo de linguagem se desenvolve ao mesmo tempo em que o da audição. Com isso, a criança pode não aprender a falar nem a ler bem, uma vez que é necessário associar as palavras ao som que elas têm.

"Em condições normais, localizar o som é entender a sua origem, direção e distância; é perceber o que é o badalar do sino da igreja, a buzina de um carro. Logo, ter uma boa audição e ouvir bem nem sempre é o suficiente para compreender os sons e como esses sons são processados no cérebro", explica a fonoaudióloga da Telex.

O diagnóstico é dado geralmente na fase de alfabetização da criança, uma vez que o aluno começa a apresentar dificuldade de memória de curto prazo; falta de entendimento; pouca concentração e incapacidade de leitura e escrita. Muitos são diagnosticados de forma incorreta. Porém, o que acontece é que eles ouvem claramente a voz do professor, mas têm dificuldade em entender o que ele fala ou mesmo interpretar textos e compreender o enunciado de problemas, atropelando as palavras, fazendo com que a alfabetização não seja bem-sucedida. A boa notícia é que o problema pode ser contornado.

“É de extrema importância que o diagnóstico seja efetuado o quanto antes para que as dificuldades no aprendizado sejam superadas mais facilmente. O cérebro humano tem, principalmente durante a infância, uma grande flexibilidade. Com o tratamento fonoaudiológico e o apoio de uma equipe pedagógica adequada desde cedo, a criança tem grandes chances de obter um ótimo desempenho escolar, pois seu cérebro estará sendo treinado a desenvolver mecanismos diferentes e rotas alternativas para driblar o distúrbio”, diz a fonoaudióloga, que é especialista na área de Audiologia infantil.

Não se sabe ao certo como a DPAC surge, mas acredita-se que a falta de estímulos sonoros durante a infância seja uma das causas. As estruturas do cérebro que interpretam e hierarquizam os sons se desenvolvem até os 13 anos. Até essa idade, as notas musicais, as palavras e os barulhos do dia a dia vão lentamente ensinando o cérebro a lidar com a audição. Alguns pesquisadores destacam que crianças com lesões ou inflamações frequentes no ouvido médio podem desenvolver o transtorno, uma vez que tais enfermidades impedem o cérebro de receber adequadamente estímulos sonoros. Doenças neurodegenerativas, rubéola, sífilis e toxoplasmose ou mesmo alcoolismo e dependência química materna também podem causar o distúrbio. Porém, nada ainda foi comprovado cientificamente.

O diagnóstico da Desordem do Processamento Auditivo Central é consolidado por um fonoaudiólogo por meio de testes especiais que descartam outros problemas. “Na maior parte dos casos, o sistema auditivo periférico (tímpano, ossículos, cóclea e nervo auditivo) está totalmente preservado. Por isso são realizados procedimentos um pouco mais elaborados do que as análises audiométricas comuns. É preciso avaliar o desenvolvimento linguístico e o comportamento auditivo, por exemplo. A idade mínima adequada para efetuar tal estudo é a partir dos sete anos de idade. Os exames apontarão em quais habilidades auditivas a criança tem maior dificuldade e isso servirá de orientação para a escolha do plano de tratamento no que diz respeito ao treinamento auditivo que o fonoaudiólogo conduzirá com a criança, em um trabalho terapêutico de médio a longo prazo” explica Marcella Vidal.

A tecnologia também vem ajudando a criança com Desordem de Processamento Auditivo. O Sistema de Frequência Modulada (FM), conhecido como FM Amigo, permite a comunicação direta de pais e professores com crianças e jovens que apresentam dificuldades auditivas, mesmo aqueles sem perda auditiva periférica, que é o caso da DPAC. Para esses casos, o Kit FM disponível nas lojas da Telex Soluções Auditivas é composto pelo transmissor Amigo T31 e o exclusivo receptor Amigo Star. O sistema funciona fazendo com que a voz da pessoa que está com o transmissor (microfone) seja amplificada e transmitida diretamente para receptor Amigo Star que está na orelha da criança, sem reverberação ou ruído de fundo, mantendo o sinal da fala original, alto e claro. Isso faz com que a criança volte sua atenção mais facilmente para o que está sendo explicado em sala de aula, sem esforço de escuta.

Dicas para pais e professores de crianças com DPAC:


- Ambientes barulhentos prejudicam ainda mais a concentração das crianças com DPAC; por isso é preciso manter o silêncio na hora do estudo, tanto na escola quanto em casa;

- É aconselhável que na escola a criança se sente o mais perto possível do professor e fique afastada de portas e janelas, a fim de ficar mais protegida de ruídos;

- Deve-se procurar falar de forma clara e pausada, de frente para a criança e, sempre que possível, fornecer as instruções e atividades bem próximo a ela;

- A criança deve ser incentivada pelos pais e professores no esforço de aprendizagem, para melhorar nos estudos e aumentar a sua autoestima;

- Muitas vezes tecnologias como o uso do FM Amigo é uma das soluções que irá dar suporte para a criança em sala de aula.

23 de nov de 2016

Verdades e Mitos sobre a inclusão de gorduras na alimentação infantil

Muitas vezes relacionamos as gorduras ou lipídios à uma má alimentação. De fato, o nutriente pode estar ligado a quadros de obesidade e a doenças cardiovasculares, no entanto, é importante esclarecer todas as funções que o nutriente exerce em nosso corpo, especialmente durante os primeiros 1000 dias dos pequenos.

O DHA, por exemplo, já é conhecido por muitas mamães, e esse nutriente é uma gordura e também o principal responsável pelo desenvolvimento do cérebro e, consequentemente, das funções cognitivas das crianças. Além disso, a gordura também está ligada à uma melhor absorção de todos os nutrientes que ingerimos e ao bom funcionamento do nosso sistema imune. 

Confira abaixo os principais verdades e mitos sobre a gordura na alimentação infantil

Verdades

As gorduras não são apenas responsáveis por manter a temperatura corporal 
O nutriente também regula a estrutura metabólica de todo o corpo. Isso acontece. pois a gordura atinge e altera a composição lipídica das membranas celulares, influenciando na forma como as células absorvem todos os outros nutrientes provenientes da alimentação. Como resultado, órgãos e tecidos têm sua formação e funcionamento beneficiados.

O cérebro e a retina são especialmente beneficiados pelo consumo de gorduras
Tanto o cérebro como a retina têm como principal componente esse nutriente.

Quanto maior o consumo de um tipo de gordura (especialmente o DHA) pela lactante, maior será a sua concentração no leite
A alimentação da mulher influencia diretamente na composição do leite materno, principalmente sobre a quantidade e qualidade das gorduras presentes. Atualmente, é recomendada a suplementação de 200 mg por dia de DHA.

Gorduras, quando ingeridas em conjunto e em equilíbrio. são responsáveis por um satisfatório desenvolvimento físico, imunológico, cerebral e metabólico das crianças Essas gorduras compreendem os lipídios mais importantes para a saúde das crianças, o ômega 3 e o ômega 6.

Mitos

As gorduras ou lipídios engordam e servem apenas para guardar estoque de energia em nosso tecido adiposo Gorduras são necessárias e fundamentais para a saúde.
O consumo balanceado dos tipos existentes de lipídios podem melhorar o desenvolvimento de crianças, especialmente durante os primeiros 1000 dias de vida. Além disso, as vitaminas A, D, K e E, provenientes da alimentação, necessitam das gorduras para serem dissolvidas e digeridas pelo corpo.

As gorduras não estão presentes no leite materno e não são importantes para os bebês
As gorduras são o segundo maior componente do leite materno, sendo a principal fonte de energia para o bebê.

 A gordura é responsável pelo ganho de peso excessivo e pelo surgimento de doenças cardiovasculares
O consumo de gorduras, especialmente do ômega 3 e do ômega 6, é essencial. Porém deve ser balanceado, não se deve consumir gorduras saturadas em excesso. São as gorduras poli-insaturadas que mais contribuem com a saúde, especialmente nos primeiros 1000 dias de vida.

A ingestão de salmão e/ou a suplementação com óleo de peixe, uma das fontes mais ricas em ômega 3, durante a gravidez parece aumentar o desenvolvimento de doenças alérgicas 
O consumo diminui o desenvolvimento de doenças alérgicas, pois tais gorduras podem influenciar na estrutura e função das membranas das células do sistema imune.

Os primeiros 1000 dias

Os primeiros 1000 dias compreendem toda a gestação, além do primeiro e segundo anos de vida da criança. É nesse período que o corpo humano mais se desenvolve e recebe os primeiros estímulos do meio-ambiente. Apesar de nascermos com um DNA predeterminado, pesquisas¹ mostram a crescente importância que a epigenética apresenta para a saúde a longo prazo. Isso significa que, mesmo após o nascimento, com os estímulos corretos, é possível modificar os genes e melhorar a saúde do indivíduo por toda a sua vida e também das próximas gerações. Além da epigenética, também há outros fatores que devem ser considerados para melhorar a saúde a longo prazo, como o cuidado com a alimentação da criança, que deve incluir diferentes tipos de gordura em sua composição.

Fonte: Danone Early Life Nutrition Brasil 

16 de nov de 2016

Dicas para viajar de avião com o bebê

Viajar com crianças é difícil, publiquei há um tempo sugestões de brinquedos para entreter criança no avião (clique aqui para ler), mas e quando viajamos com bebês? Já passei por essa experiência, 30 horas dentro de um avião com um bebê de cinco meses (e uma criança de cinco anos!!!) e posso garantir que foi um desafio e tanto.

Pensando nessas dificuldades o pessoal da Paula Laffront, consultoria de compras em Miami, Orlando e Nova York, fez uma lista com 10 dicas para viajar de avião com o bebê, já que é cada vez maior o número de mães que viajam para comprar o enxoval de 1 a 3 anos dos pequenos e não podem deixar o bebê por aqui.


10 dicas para viajar de avião com o bebê

1. Leve o carrinho até a porta do avião e não deixe de colocar na bolsa de viagem (que vem acompanhando o carrinho) para entregar para a companhia aérea, caso contrário terá uma surpresa nada agradável com as condições quando chegar ao seu destino;

2. É importante ter em mãos um canguru/sling pois o carrinho não será entregue de volta na porta do avião quando vocês chegarem lá, ele será entregue apenas na esteira junto com as malas, assim você consegue carregar o pequeno com você de maneira mais cômoda, carregar as bolsas de mão e até pingar um colírio, se for o caso;

3. Uma dica que parece ser nem um pouco prática, mas que na hora “H” é um sonho, é levar o travesseiro de amamentação pois o bebê acaba dormindo em algum momento e com ele fica bem mais confortável a acomodação na poltrona do avião; 4. Poucas mamães sabem, mas se o seu bebê tiver até 5 meses, ainda dá pra reservar um bercinho com a companhia aérea, já perto dos 10 meses a dica do travesseiro de amamentação cai bem melhor;

5. No avião também tem o desconforto auditivo devido à pressão, para não tapar/doer o ouvido do pequeno, ele precisa mamar (peito, mamadeira) ou ainda sugar a chupeta (caso ele já seja adepto) na hora da decolagem e na hora do pouso, isso ajuda bastante, além da distração;

6. As luzes do avião não apagam até tarde e os bebês não conseguem dormir, por isso levar uma fita adesiva (tipo fita crepe) pra colar nas luzes do avião parece ser uma ideia maluca, mas ela acaba deixando a luz mais “ambiente” e aconchegante, do jeitinho que eles gostam;

7. Sobre a documentação, como se trata de uma viagem internacional, o pequeno já deve ter um passaporte, mas atenção à data de validade porque passaportes de crianças menores de 5 anos valem menos tempo do que de adultos. Se atente também ao visto, à carteira de vacinação sempre na mão e, caso você viaje sozinha com ele, – sem o pai – será exigida uma autorização do pai com firma reconhecida. Esse processo burocrático costuma ser nada prático, qualquer detalhe errado conta, então providencie isso assim que comprar as passagens;

8. Prepare a bolsa de passeio do seu filho de forma extremamente exagerada, lá em cima os improvisos não podem existir, mesmo porque quem quer sair pedindo fralda emprestada em pleno voo? (e vai que você é a única “maluca” viajando com criança no avião?) Se lembre de levar tudo a mais: muitas fraldas, fralda de pano (para o apoio do bebê nas trocas, seja onde for), fraldas de boca, lencinhos umedecidos, chupetas, mamadeiras, babadores... mais é mais seguro neste caso!

9. E não tenham vergonha de trocar seu bebê seja onde for, algumas aeronaves possuem fraldário, mas não são todas, então logo que entrar já se informe e se prepare para trocas de fralda na poltrona do avião mesmo, no bercinho... o importante é seu bebê não ficar desconfortável. Ah, e ninguém vai pensar “que mãe sem noção”, pelo contrário, este é um ato de amor, carinho e cuidado com os pequenos;

10. E por último a passagem do pequeno, quanto pagar de verdade? Os menores de 2 anos podem ser cobrados, mas se não ocuparem um assento, o valor tem que ser até 10% da tarifa. Os maiores de 2 anos já devem ter seu lugar garantido no avião (afinal eles adoram ter o seu lugarzinho e se sentem especiais, ainda mais num avião), então pagam tarifa mesmo. Cada companhia define seu desconto, que pode chegar até 50%. Confira antes de sair pagando tudo.

9 de nov de 2016

Meu filho engasgou. O que fazer?

Não espere seu filho engasgar para saber o que fazer! Neste texto a pediatra Dra. Priscila Zanotti Stagliorio explica como fazer se seu filho engasgar com algum alimento ou objeto. Leia e releia com atenção!

Sabemos que o engasgo pode acontecer em uma fração de segundos e isso é muito perigoso, especialmente, em crianças na faixa etária entre 1 e 3 anos de idade, período este em que elas ainda não conseguem controlar a mastigação e deglutição de alimentos por falta dos dentes molares (dos fundos) que contribuem para a trituração dos alimentos. Embora o tema assuste, é necessário estarmos preparados (física e emocionalmente) para saber agir rápido e utilizar as técnicas corretas para salvar a vida de uma criança. 
Neste texto, hoje, vou falar um pouco sobre o assunto e apontar as possíveis causas e consequências de um engasgo na infância. A ideia é orientar e ajudar pais e mães no cuidado diário de seus filhos com o objetivo de evitar acidentes com objetos, alimentos e líquidos.


Engasgou? Saiba o que fazer

O que é o engasgo
O engasgo é caracterizado pela dificuldade de respirar devido a presença de corpos estranhos na garganta. 
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, “corpo estranho (CE) é qualquer objeto ou substância que inadvertidamente penetra o corpo ou suas cavidades. Pode ser ingerido ou colocado pela criança nas narinas e conduto auditivo, mas apresenta um risco maior quando é aspirado para o pulmão.
Qualquer material pode se tornar um CE no sistema respiratório, e a maior suspeita de que o acidente ocorreu é a situação de engasgo. Isto ocorre quando a criança está comendo, ou quando está com um objeto na boca, habitualmente peças pequenas de brinquedos”.
Faixa Etária de maior incidência
A idade de maior incidência de engasgo e até mesmo de paradas cardiorrespiratórias por aspiração de corpos estranhos (CE) acontece entre 1 e 3 anos de idade, mais em meninos do que em meninas por possuírem uma “natureza mais impulsiva e aventureira”. Porém, não podemos descartar outras faixas etárias, porque os incidentes também acontecem em crianças maiores – seja por alimentos, brinquedos e líquidos.

Sintomas
A tosse pode ser o primeiro indício de engasgo após a ingestão do corpo estranho (CE), assim como o aparecimento de chiado súbito no peito em crianças que não apresentam casos de alergia. Falta de ar, lábios e unhas arroxeadas e ronquidão também sugerem este quadro. 

Quando a criança apresenta somente a tosse e expele o objeto que provoca a asfixia, podemos caracterizar como engasgo “mais leve”, do qual não necessita de intervenção física (técnicas de desengasgo), mas é importante levá-la o quanto antes para o atendimento médico adequado.
No caso de asfixia total, quando a criança não consegue respirar, tossir, esboçar nenhuma reação, som ou ficar arroxeada é importante intervir imediatamente com técnicas adequadas para desengasgá-la e, após, seguir imediatamente para um pronto atendimento médico.

Objetos e alimentos que mais provocam o engasgo infantil

Para as crianças é difícil entender ou mesmo ter a consciência de que um brinquedo pequeno, alimento ou bebida possam se tornar um objeto perigoso e até mesmo mortal. Cabe aos pais e seus cuidadores dobrar a atenção sobre as ameaças comuns à segurança dos pequenos. 

Brincos, pulseiras, anéis, moedas, imãs e pilhas são comuns ao ambiente das crianças e não são impossíveis de serem ingeridos acidentalmente por elas. Tome cuidado e retire de seu alcança. No caso do uso de brincos e colares nas mulheres, é importante não os usar quando se manuseia a criança para evitar a ingestão acidental por elas em uma brincadeira, por exemplo. 

Alimentos como amendoim, pipoca, frutas e vegetais crus, peixes e frangos, balas e chicletes, uvas, carnes, azeitona, salsicha e leites (especialmente vitaminas) devem ser preparados adequadamente para evitar a ingestão indevida e provocar o engasgo nas crianças, especialmente àquelas que ainda não possuem os dentes molares (dos fundos) que ajudam na trituração. Para alguns alimentos, é importante cortá-los em pedaços muito pequenos e ou amolecidos (cozidos) para ajudar a ingestão. Evitá-los e seguir as orientações da pediatra é outra dica infalível para não sofrer por teimosia.

Quando acontece o engasgo como agir
Em primeiro, os pais ou responsáveis no momento em que acontece um engasgo devem manter a calma para agirem de forma correta e, assim, não colocarem a vida da criança em risco. Depois, identificar se o quadro é caracterizado por engasgo leve ou crônico, como já indicado neste artigo. E aí sim iniciar as técnicas apropriadas para ajudar na asfixia por ingestão de corpo estranho – seja ele qual for (estado liquido ou sólido).

Conheça as diferentes técnicas de desengasgo e suas indicações de aplicação

A manobra de Heimlich é indicada para todos os quadros de engasgo por introdução de corpo estranho, em todas as faixas etárias, inclusive em adultos. O que muda é a forma como e aplicada na vítima e os cuidados após.

Em crianças menores de um ano: é importante realizar a manobra de Heimlich que consiste em virá-la de bruços com cabeça em altura mais baixa do que o quadril, apoiando-a nos braços para garantir a segurança necessária e, também, colocar os dedos de uma das mãos apoiadas entre as bochechas do bebê, com cuidado, e após “dar” cinco tapas fortes na região das costas, entre os ossinhos da costela, para que o corpo estranho seja expelido. 
Caso isso não ocorra, é necessário partir para a segunda etapa da técnica, da qual vira-se o bebê de barriga para cima e com os dois dedos maiores da mão, aperta o diafragma (próximo à altura do estomago) cinco vezes até que o objeto seja expulso ou a criança demonstre reação e seja possível a retirada do que provoca o engasgo, com cuidado para não a machucar e ou empurrar novamente para dentro da garganta.

Engasgo com líquido




Em crianças maiores de um ano: a manobra de Heimlich é aplicada de maneira diferente. Consiste em abraçar a criança (ou adulto) por trás, com uma das mãos em forma de punho fechado (como de um soco) e a outra sobre ela para comprimir a região abaixo das costelas (no diafragma – altura da boca do estomago) em sentido para cima, até que o objeto seja deslocado da via aérea para a boca e jogado para fora, permitindo o retorno dos sentidos e da respiração.
Em seguida, leve a vítima imediatamente para um pronto atendimento adequado. Caso ocorra desmaio, é necessário solicitar ajuda emergencial – pelo telefone e fisicamente – para evitar fatalidades.


Para saber mais sobre a manobra de Heimlich clique aqui, aqui e aqui.

Dra. Priscila Zanotti Stagliorio

É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Também oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe – com dicas de cuidados, bem-estar e rotina nos primeiros meses.

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