Google+

31 de mar de 2015

6 dicas para criar hábitos de alimentação saudável nas crianças

Oferecer uma alimentação equilibrada e variada nos primeiros anos de vida do seu filho é importante para o desenvolvimento e rendimento na maturidade física e psicológica da criança. A formação dos hábitos alimentares começa muito cedo, portanto esta fase é fundamental para educar comportamentos e criar uma relação saudável com os alimentos para a vida toda.

Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 6,5 milhões de crianças e adolescentes estão acima do peso e já lutam contra a balança no Brasil. Desde cedo a criança deve acostumar-se a comer alimentos variados garantindo as quantidades adequadas de vitaminas e minerais que necessita para o crescimento, desenvolvimento e manutenção da saúde.

O controle do que é oferecido nas refeições é extremamente fundamental, o ideal para ensinar as crianças a comer direito é uma mistura de exemplo e informação.


6 dicas para criar hábitos de alimentação saudável nas crianças

1 - Paciência: seja paciente, muitas vezes o que pode parecer rejeição aos novos alimentos é resultado de um processo natural da criança de conhecer novos sabores e texturas, é comum a criança aceitar novos alimentos apenas após algumas tentativas e não nas primeiras.

2- Variedades no prato: ofereça uma alimentação variada, é importante que os pais tornem familiar aos seus filhos uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, cereais, grãos, leites e derivados, carnes e, principalmente, a ingestão de água.

3- Controle: limite alimentos ricos em açúcar, sal e frituras, pois o seu excesso pode trazer problemas futuros à saúde, além de promover maior dificuldade de aceitação dos alimentos saudáveis, pois quanto mais sal e açúcar se consome, mais deles é necessário para deixar a comida palatável, e o resto parece ruim.

4- Surpreenda: faça apresentações diferentes e variadas dos alimentos. Cabe aos pais se preocuparem com o que servir na mesa na hora das refeições, lanches para a escola, em passeios e finais de semana.

5- Autonomia: envolva a criança no mundo dos alimentos, deixe-a se alimentar sozinha, manipular e conhecer os alimentos.

6- Dê o exemplo: seja modelo e exemplo, procure fazer sua própria reeducação alimentar e com isso garantir a qualidade de vida de sua família e os futuros bons hábitos alimentares de seus filhos.

O início pode mostra-se desafiador, mas ensinar hábitos saudáveis de alimentação às crianças é importante para a busca da qualidade de vida.

Por: Tamires Gaeta 
Nutricionista do Programa Mente Leve Corpo Leve

24 de mar de 2015

Poluição sonora nas escolas pode gerar problemas

A animação e a algazarra nas escolas, escondem um sério problema: os danos à audição, que podem ter início nos primeiros anos de estudo, em meio ao barulho excessivo dentro e fora das salas de aula.

Exemplos não faltam. O ronco do motor de ônibus e carros na rua, os gritos de gol que vêm da quadra de esporte, as conversas em voz alta no corredor, sem falar do falatório dos alunos em sala de aula. São barulhos tão corriqueiros nas escolas que não se percebe as conseqüências de tudo isso. O fato é que esse ruído em excesso pode causar diversos prejuízos à saúde, como estresse, falta de concentração e até uma progressiva perda auditiva.



O "barulho ensurdecedor", reclamação de muitos professores, não é somente um jeito exagerado de se referir ao incômodo. Com o passar do tempo, alunos e professores, expostos diariamente a sons altos, podem ter a audição comprometida, já que a Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE) tem efeito cumulativo.

"Quanto maior a frequência a ambientes barulhentos ao longo da vida, maiores as chances de danos à audição, que podem começar ainda na infância. No ambiente escolar, a gritaria da turma, somada aos ruídos que vêm da rua e do trânsito, prejudica o bem-estar de todos, comprometendo não apenas a concentração e aprendizagem, mas também os ouvidos", adverte a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

E a barulheira das crianças frequentemente tem efeito multiplicador. Os alunos vão gritar para fazer ouvir sua voz entre outras crianças barulhentas. O professor, por sua vez, faz tamanho esforço para ser compreendido que também acaba gritando sem perceber. Ao mesmo tempo, outros alunos movem suas cadeiras para frente e para trás para apanhar um lápis no chão, ir ao banheiro ou simplesmente conversar com o colega de trás. Medidas simples que atenuam o problema são colocar feltro sob mesas e cadeiras escolares; e exigir dos alunos que falem mais baixo - a começar pelo professor.

Estudo realizado pela Universidade de Oldenburg, na Alemanha, confirmou que em muitos colégios o barulho nas salas de aula passa do tolerável. No Brasil, alguns colégios particulares já se preocupam com o tema.

Limites

O limite suportável para o ouvido humano é de 65 decibéis, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Acima disso, o organismo começa a sofrer danos. Para as salas de aula, a Associação Brasileira de Normas Técnicas estipula que o limite tolerado é de 40 a 50 decibéis. Muitas classes, no entanto, atingem 80 decibéis, principalmente as que têm mais de 25 estudantes. Além disso, o barulho no pátio, na hora do recreio, pode chegar a mais de 100 decibéis.

Se pessoas com boa audição são prejudicadas com tanto barulho na escola, imagine um aluno que já sofre de perda auditiva. "Ouvir o professor com tanto ruído ao redor é difícil, mas a tarefa torna-se impossível para uma criança com dificuldades auditivas. As escolas precisam buscar alternativas para enfrentar o problema", alerta a fonoaudióloga, especialista em audiologia.

Solução para crianças com problemas auditivos

Foi lançado no Brasil, pela Telex, o Sistema FM Amigo que permite a comunicação direta de professores com crianças e jovens com deficiência auditiva. Esta tecnologia, utilizada dentro das salas de aula, é fundamental para ajudar esse aluno a entender com clareza o que o professor está ensinando. O sistema é composto por um microfone (transmissor) e um receptor. A pessoa que está falando, no caso o professor, utiliza o microfone acoplado à roupa e sua voz é transmitida diretamente para o ouvinte, que é o aluno. Isso ajuda a cortar qualquer efeito negativo de distância, eco ou ruído de fundo, mantendo o sinal da fala original alto e claro.

"Pais e professores precisam estar atentos para problemas de déficit auditivo de seus filhos e alunos, que muitas vezes passam despercebidos. É necessário avaliar a audição das crianças, principalmente no início da fase escolar, para evitar problemas de aprendizagem, futuros danos auditivos ou mesmo o agravamento de alterações já existentes", aconselha Marcella Vidal.

Na Telex, as pessoas encontram, além do Sistema FM Amigo, um completo programa infanto-juvenil conhecido como Cuidado Auditivo Amigo da Criança que oferece soluções e serviços pediátricos exclusivos, no intuito de oferecer um futuro melhor para toda criança com perda auditiva.

17 de mar de 2015

100 atividades complementares para o Maternal II

O Colégio Di Biagi, tradicional escola de São Paulo lançou uma apostila com 100 atividades complementares para o Maternal II. 

Nos 20 anos de experiência a Psicóloga Kátia Delbiagi, uma das proprietárias da escola, percebeu a dificuldade que tinham em elaborar atividades diferentes, variadas e adequadas para cada faixa etária e que pudessem complementar as atividades rotineiras para todos os dias letivos. Só quem dá aula sabe como é!

Existia ainda um outro desafio, o de não repetir muitas atividades nos anos seguintes, para que os irmãos que ascendessem àquela turma fizessem atividades diferentes, mas com o mesmo objetivo. O que é muito importante do ponto de vista do marketing da escola, pois se para as crianças é indiferente, para os pais faz uma diferença enorme!

Clique aqui para saber mais

100 atividades complementares para o Maternal II

A apostila com 100 atividades complementares para o maternal II é destinada às crianças que já tiveram a coordenação motora grossa desenvolvida. Essa explicação é importante pois a nomenclatura usada para cada grupo pode variar nas diversas regiões do Brasil.

A apotila é digital, em PDF, muito mais simples de usar do que as atividades que estão em livros, pois basta abrir, escolher a atividade e imprimir.

Nós do Criando Crianças tivemos acesso à apostila, ficamos muito impressionados com o trabalho e recomendamos para os professores que trabalham com educação infantil. Com certeza irá facilitar muito o dia a dia desses profissionais.





26 de fev de 2015

Erros e acertos na hora de preparar a lancheira

Uma boa parte das mães apresenta uma preocupação muito grande com o lanche da escola e acaba exagerando na sua quantidade. É importante lembrar que as principais refeições devem ser feitas no domicílio e que o lanche na escola deve ser o suficiente para hidratar a criança e fazer com que esta não fique um longo período sem se alimentar, afirma Mônica Spinelli, professora de Nutrição do Mackenzie.

A nutricionista explica que no período matutino a criança não deve ir para a escola em jejum, e o lanche deverá ter uma quantidade que não interfira no almoço. Da mesma forma o lanche da tarde não deverá tirar o apetite para o jantar.



Os lanches devem ser variados nos dias da semana, explica Spinelli. Veja as sugestões da nutricionista que afirma que o lanche deve conter algo líquido e algo sólido.

Líquidos
  • suco
  • leite
  • iogurte
Sólidos
  • Uma pequena porção de fruta (gomos de uva, uma maçã ou banana pequena, cubos de melão, morangos, etc.), 
  • Um sanduiche pequeno – opte por recheios de queijo e frios menos gordurosos como peito de peru, 
  • Ou biscoitos salgados (água e sal ou cream cracker), 
  • Ou bolo caseiro sem recheios ou coberturas
Alimentos industrializados, processados, costumam apresentar altos teores de sódio, gordura ou açúcares e, por isso, é importante ler sempre os rótulos e dar preferência para os que indiquem alimentos sem conservantes. Por fim, a nutricionista ressalta que os pais devem ter cuidado com o tamanho das porções e que as lancheiras térmicas são uma boa opção para a conservação dos alimentos.

Por: Mônica Glória Neumann Spinelli.
Professora de nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM

3 de fev de 2015

Menina de 9 anos blogueira fitness. Pode isso?

Ontem quando meu marido veio com a notícia que estava bombando na internet, sobre a menina de 9 anos blogueira fitness, pediu minha opinião e disse que eu deveria escrever sobre o assunto. Conversamos, ponderei e deixei pra lá, hoje depois de algumas pessoas me perguntarem e ter virado pauta do Jornal Hoje, relutante decidi escrever.

O primeiro passo foi investigar quem é a menina de 9 anos blogueira fitness e descobrir o que ela estava fazendo. Trata-se de Anna Clara Mansur, que tem um perfil no Instagram, com a bio “primeira blogueira fitness infantil”, onde publica as fotos dos seus treinos, sua alimentação, suas roupas de ginástica, nos moldes das dezenas de outras blogueira fitness que existem por aí. No momento em que escrevo aqui o perfil de Anna Clara está fechado, então precisei procurar em sites que haviam feito publicações sobre ela.

Menina de 9 anos blogueira fitness. Isso pode?

Bem vamos por partes, como Jack… as críticas vem de todos os lados. Versam sobre os exercícios que a menina faz, a exposição na internet, o interesse comercial do pais e por aí vai.

Sobre os exercícios
Sim, pode fazer, sem problema! Embora eu não conheça o treino que a menina faz, vi algumas fotos e não existe nada de prejudicial no que foi mostrado. O pai da menina é Profissional de Educação Física, Personal Trainer e declarou que ela faz um treino funcional, adaptado para a idade dela, duas vezes por semana. A mãe, disse que Anna Clara faz exercícios desde os dois anos, já fez ballet e natação, que optou por esse tipo de atividade por conta própria e que em sua casa todos tem uma vida ativa e alimentação saudável.

Dois pontos, nesse tópico, que poderiam ser questionados


  1. O ambiente não é projetado para crianças: podem acontecer acidentes com os equipamentos (acontecem com adultos, imagina com crianças!), além disso existe uma aura de culto ao corpo perfeito, nas academias, que podem ser prejudiciais ao desenvolvimento da criança.
  2.  A atividade é feita sozinha: na idade dela o ideal é que houvessem outras crianças se exercitando junto.

Algumas críticas chegaram a sugerir que ela deveria estar jogando video game ou brincado de boneca, e que com 9 anos dizer que macarrão integral com carne moída é gostoso, é um absurdo. É bem provavel que a menina também faça essas e outras atividades condizentes com sua idade, mas daí a achar que fazer exercícios e ter uma alimentação saudável não é coisa para criança, isso sim é absurdo! Com o enorme problema que vivemos em relação a obesidade e particularmente à obesidade infantil, quisera eu que todas as crianças pudessem ter uma vida saudável e ativa como a de Anna Clara.

Para dimensionar o problemaNa faixa etária de Anna Clara 47,6% das crianças, segundo o IBGE, estão acima do peso. Culpa do sedentarismo e da má alimentação, reforçado pela péssima qualidade da Educação Física Escolar e pelo comportamento dos pais.

Sobre o título blogueira fitness
Minha única crítica seria em relação à postura dos pais. De cara já dão um mal exemplo criando o perfil de uma menina de 9 anos em uma rede social cuja idade mínima é 13. Eu conheço outras crianças (algumas bem próximas) com perfis em redes sociais, mas não sou a favor. Alguns podem achar bobagem, mas se existe uma idade mínima deve haver um motivo, além disso  a formação docaráter começa nos pequenos exemplos.

Em relação à exploração dos pais em cima da imagem da menina de 9 anos blogueira fitness, não é maior do que a dos pais que levam seus filhos para agência de modelo em busca de uma carreira, ou que os submetem a testes para peças e novelas ou ainda que colocam os filhos em concursos desde cedo. Fica claro em algumas publicações que não é coisa de criança, tem a mão dos pais por trás, mas isso é problema deles. A menina pode ser prejudicada com tanta exposição? Sim, pode, tanto quanto as crianças dos outros exemplos, só mudou a mídia. Sinal dos tempos…

Muita gritaria para tão pouco
Esse foi o motivo para que inicialmente eu não me manifestasse sobre a menina de 9 anos blogueira fitness. Além de tudo que coloquei acima e voltando ao exercício deixo a pergunta. Você já viu como é a rotina de treinamento de uma criança atleta? Então dê uma pesquisada, sugiro a ginástica olímpica, onde as crianças começam bem cedo e depois de observar vai entender  porque foi muita gritaria para tão pouco.

Em tempo: os pais conseguiram o que queriam! ;)

Este post foi inicialmente publicado no Portal Fique Informa

+ Populares

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin