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27 de jan de 2015

Devo falar sobre dinheiro com as crianças?

No dia a dia do Fórum encontramos conflitos dos mais variados tipos. Muita coisa gira ao redor do dinheiro. Gente que se desentende por conta de dívidas ou compras mal feitas. Têm pessoas que não gostam de arcar com compromissos assumidos previamente, filhos que buscam interditar pais idosos para administrarem o seu dinheiro, ladrões que não gostam de trabalhar e preferem o crime como sustento de vida, gente que casa e se divorcia por amor e dinheiro, etc.

Tem de tudo. Juízes, promotores de justiça e advogados acompanham esses dramas diários. Uma grande parcela desses conflitos poderia ser resumida a única situação: falta de limites.

Diversos especialistas afirmam que é bom ensinar educação financeira às crianças. Uns defendem que o ensino deva começar aos quatro, outros, aos cinco ou seis anos. Cada um adota uma idade como referência e têm lá os seus motivos.  Há quem defenda a existência de três cofrinhos: um para curto, outro para médio e o terceiro para economias de longo prazo - tudo para facilitar a assimilação dos princípios da educação financeira pelas crianças.



A meu ver, estão todos certos, não só pela necessidade de ser feito prematuramente, mas, também, pela importância de se preparar aquela criança em formação para um dos grandes desafios do ser humano na atualidade que desencadeia uma série de conflitos sociais: a tal falta de limite.

Nesse contexto, educar financeiramente as crianças é a transformação de um ser humano, um processo pedagógico onde os limites sociais são explicados e vivenciados em pequenas moedas num cofrinho e nas explicações de seus familiares. É um aprendizado que influenciará positivamente outras áreas de sua vida, pois há desejos, vontades, mas há limites. O dinheiro, então, serve de exemplo para que as coisas tenham um bom uso em toda a sua vida.

Não podemos continuar nessa fúria consumista global. O planeta não aguenta mais! Aquelas moedinhas, que as crianças aprendem a manusear, ajudam a formar um adulto com maior senso de limites e com a capacidade de entender que a Terra não pode continuar a ser saqueada e destruída como vem sendo feito há tempos. Á água acabou, os apagões de energia elétrica são iminentes e as matas vão sendo devastadas e só não vê quem não quer.

Fruto dessa educação financeira social deficiente, nos transformamos nas últimas décadas em adultos que não analisam a fundo o limite dos recursos disponíveis (e o dinheiro está incluído nisso), gastamos, consumimos e saqueamos o planeta mais e mais. Não vou apontar uma idade certa para se falar com crianças sobre dinheiro. Na minha visão, qualquer idade é excelente para se começar a educação financeira.

Todavia, tudo aponta que quanto mais cedo aquele cofrinho for dado para uma criança e sua família passar a lhe explicar sobre como funciona o dinheiro e sobre as suas limitações, haverá um adulto mais bem preparado para enfrentar um mundo com cada vez menos recursos disponíveis (financeiros ou não) e estará sendo formado adequadamente. A Terra agradece, também!

Por Lélio Braga Calhau
Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast "Educação Financeira para Todos".              

20 de jan de 2015

Volta as aulas e a adaptação escolar

Entre o mês de janeiro e início de fevereiro os alunos se preparam para o Volta às Aulas. Mas quando, necessariamente, deve começar a adaptação escolar, que tem início mesmo fora da escola?

Especialistas em educação recomendam que pelo menos 15 dias antes do início do ano letivo, os filhos, com a ajuda dos pais, devem começar a organização para seguir rumo à sala de aula.


Adaptação escolar

De acordo com José Carlos Martins, diretor pedagógico do Colégio Renovação , instituição de ensino com 30 anos de atividades em São Paulo, para criar o hábito da nova rotina, independente da idade, pelo menos duas semanas antes do período de volta às aulas, é preciso estabelecer horários para dormir e acordar mais cedo para manter o corpo e mente descansados e preparados para a rotina de aulas, tarefas de casa e outras atividades.

Organizar previamente a compra do material escolar que levará na mochila e uniforme também ajuda a começar o ano no clima e de maneira planejada.

Mas e para os alunos que vão ingressar em uma nova escola? Para este é sim uma grande mudança e exige, fora da escola, uma atenção especial dos pais com preparação e adaptação.

Martins explica que para o novo aluno a mudança pode gerar ansiedade e ele precisa comentar com os pais sobre isso (quais medos, fantasias, novos amigos, novo ritmo, etc).“Pais devem ficar atentos a pequenos transtornos físicos que surgem com a proximidade do retorno (dor de cabeça, dor de barriga, sonolência, perda de apetite, mal-estar, estado febril). É importante que os pais se despeçam sempre dizendo que voltarão ao final da aula. Dar à criança a ideia que a escola é aquela que a família escolheu por confiança no trabalho”, orienta o educador.

Além disso, Martins alerta também para que, se possível e autorizado pela nova escola, os pais permaneçam por um período com o filho nas dependências da escola para que aos poucos a criança se familiarize com o novo ambiente, pessoas e crie vínculos. Além disso, o objetivo da adaptação com os pais por perto é dar mais segurança ao pequeno. “Claro que tudo é gradativo e a escola também deve ajudar nesse processo para que o ano comece bem e o desenvolvimento escolar seja o melhor possível”, aconselha o educador.

13 de jan de 2015

Crianças exigem cuidados especiais nas férias na praia

Calor, sol forte e praias cheias são riscos iminentes para as crianças, e os pais devem redobrar a cautela nessas ocasiões para garantir a segurança de seus filhos durante as férias de verão. Este é o alerta do time de especialistas em assistência viagem da Mapfre Assistance.

Entre os perigos mais comuns está o de que a crianças se percam no meio da multidão. Para isso, é possível adquirir pulseiras de identificação que só saem do punho se cortadas. O ideal é que elas estejam identificadas com o nome dos pais ou responsável durante a viagem, um telefone de contato e o hotel em que estão hospedados. Também é recomendável se certificar de que a criança saiba seu próprio nome completo e os dos pais ou responsáveis. Para os pequenos que ainda não sabem nadar, o ideal é que usem boias de braço.

De acordo com pediatra, não é recomendado levar bebês com até seis meses à praia, pois sua imunidade ainda está em fase de formação. “Mesmo as crianças mais velhas têm maior sensibilidade ao sol e ao calor que adultos, por isso devem usar protetor solar com fator 30, no mínimo, além de chapéu ou boné”, orienta o médico, José Geraldo Barbosa Júnior, diretor-técnico médico do Segurviaje, da Mapfre Assistance. 

A alimentação também merece cuidado, pois crianças são mais sensíveis a alergias, principalmente a frutos do mar. “O ideal é seguir a mesma rotina de refeições que praticam em casa e ficar atento à higiene nos estabelecimentos”, afirma Silvia Pereira, nutricionista da mesma equipe médica.


Dicas para aproveitar as férias na praia com tranquilidade

Sol

  • Evite a exposição direita ao sol e prefira sempre antes das 10h e depois das 17h;
  • Crianças de até seis meses de idade não podem usar protetores solar, pois são muito sensíveis aos componentes químicos do produto. O ideal é que elas se protejam do sol com roupa, guarda-sol e chapéu ou boné;
  • Procure protetores solares especialmente formulados para a pele das crianças, com menos produtos químicos e mais filtros físicos. O fator de proteção de ser, no mínimo, FPS 30. Passe o protetor antes de sair de casa e não se esqueça de reaplicar o produto a cada duas horas;

Roupa adequada

  • Prefira roupas de algodão, que deixam a pele respirar; 
  • Se a criança ainda não estiver segura o suficiente para ficar sem fraldas, deixe-a apenas com elas – há modelos específicos resistentes à água. Além de ser higiênico, evitam acidentes constrangedores;
  • Os pequenos podem ficar descalços na areia desde que não estejam com machucado ou ferida nos pés;

Alimentação e hidratação

  • Após uma refeição completa, a criança deve descansar pelo menos meia hora antes de iniciar uma atividade física muito intensa, como brincar no mar ou na piscina. Depois de comer, os vasos sanguíneos de todo o sistema digestório dilatam, para que ocorra o processo de digestão e absorção dos nutrientes da comida, o que causa sonolência;
  • A criança deve seguir a sua rotina alimentar, mantendo os horários das refeições e os alimentos de costume; 
  • Fique atento às alergias que os alimentos vendidos na praia ou restaurantes, como frutos do mar, podem provocar na criança. Esses tipos de comida são frequentemente intolerados por elas;
  • A hidratação dos pequenos exige cuidados especiais, ofereça líquidos, principalmente água a cada meia hora, pois eles gastam mais energia e eliminam muito líquido pelo suor e urina;
  • Amamentar na praia exige cuidado redobrado da mãe, que após entrar no mar, deve tomar um banho e higienizar a mama;
  • No caso de mamadeira, prepare na hora que for oferecer e com água confiável para o consumo;

Atenção especial

  • As crianças deverão ser vigiadas o tempo todo, especialmente quando vão tomar banho de mar ou de piscina;
  • Mesmo se seu filho já souber nadar, não tire os olhos dele;
  • Aquelas que ainda não sabem nadar terão que ir acompanhadas por um adulto e usar boias, colete ou flutuador.

6 de jan de 2015

Aproveite as férias para apresentar alimentos diferentes às crianças

A alimentação das crianças deve ser saudável sempre. Nas férias, entretanto, algumas exceções podem ser abertas, sem quebrar as regras da rotina alimentar dos pequenos. Dr. Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz Morumbi, explica que este período pode ser utilizado como uma oportunidade para que os pais apresentem alimentos diferentes e de forma distinta às crianças.


“Normalmente, eles estão mais distantes e não acompanham de perto as refeições dos pequenos, já que muitos comem na escola. Nesta época, os pais podem aproveitar para orientá-los sobre os alimentos, explicar o que são frutas, legumes, proteínas etc, e a importância de fazer um prato colorido.” 
Dependendo da idade, a criança já pode entender que a carne pode ser substituída pelo frango ou pelo peixe. E que a alface pode ser trocado pela acelga, por exemplo. “Desta maneira, o pequeno deixa de ter uma relação meramente passiva com a comida e começa a entender o que compõe aquele prato que está diante dele”, explica Dr. Cid.

As férias também são uma boa chance para os pais alterarem os padrões de como os produtos são servidos e apresentarem outros temperos, com sabores diferentes. Este processo é bem importante, principalmente quando as crianças dizem que não gostam de determinado alimento.

“Só consideramos que a criança não gosta de determinado produto quando ela o recusa dez vezes. Por isto, é importante os pais apresentarem o alimento “disfarçado”. Se servi-lo in natura não agradou, sirva-o com algum outro produto de que a criança gosta, cozido ou com outro tempero, que altere um pouco seu sabor”, recomenda o pediatra. 
“Principalmente no verão, é essencial que as crianças bebam muito líquido, seja água, chá ou sucos naturais, feitos da própria fruta. E que comam várias vezes ao dia, em pequenas quantidades”, conclui o médico.

10 de dez de 2014

Projeto Bichos de Jardim

Observar, comparar e classificar os animais que vivem e que visitam o jardim. Este é o desafio dos alunos da educação infantil na faixa de 3 anos da Escola Santi, curiosas em descobrir os animais que ficam escondidos entre as folhas, sobre ou embaixo da terra.

É de pequeno que se formam os futuros cientistas. Para estimular o espírito investigativo e a reflexão, a Escola Santi criou o projeto Bichos de Jardim, desenvolvido com as crianças na faixa de 3 anos. A atividade visa desenvolver procedimentos como a observação científica e possibilitar a comparação e classificação dos animais que vivem ou visitam os jardins.

No início deste estudo, as crianças contam o que já sabem sobre os pequenos animais e levantam questões a serem respondidas ao longo do projeto. De acordo com a professora Vivian Cristina Gouvea, há uma preparação ainda na sala de aula.
“Fazemos um levantamento prévio sobre o que as crianças acham que existe em um jardim e tudo é anotado em uma lista”, relata. “Num primeiro momento, surgem animais como leões, tigres, vacas e macacos. Com o andamento do projeto, elas vão se dando conta do que realmente vive naquele ambiente.” 
Imagem: divulgação

Projeto Bichos de Jardim

São realizadas quatro visitas ao jardim, quando encontram minhocas, formigas e outros pequenos insetos. Com o auxílio de lupas palitos, os estudantes fazem o reconhecimento das semelhanças e diferenças entre os bichos e suas principais características.
“Escolhemos de três a quatro bichos do insetário para estudar. Classificamos por antenas, asas, números de patas, casco duro ou mole.”
Segundo a professora, os alunos se mostram bem interessados em saber o que tem em um jardim. “Além disso, ficam à procura de bichos em outros momentos que não seja do projeto. São bem participativos.”

As crianças do infantil até 3 anos ainda capturam os bichos em casa com armadilhas criadas pelo 7º ano nas aulas de ciências, com as devidas instruções. Cada um leva a sua para casa e traz para que o 7º ano organize um mostruário.

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