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26 de fev de 2015

Erros e acertos na hora de preparar a lancheira

Uma boa parte das mães apresenta uma preocupação muito grande com o lanche da escola e acaba exagerando na sua quantidade. É importante lembrar que as principais refeições devem ser feitas no domicílio e que o lanche na escola deve ser o suficiente para hidratar a criança e fazer com que esta não fique um longo período sem se alimentar, afirma Mônica Spinelli, professora de Nutrição do Mackenzie.

A nutricionista explica que no período matutino a criança não deve ir para a escola em jejum, e o lanche deverá ter uma quantidade que não interfira no almoço. Da mesma forma o lanche da tarde não deverá tirar o apetite para o jantar.



Os lanches devem ser variados nos dias da semana, explica Spinelli. Veja as sugestões da nutricionista que afirma que o lanche deve conter algo líquido e algo sólido.

Líquidos
  • suco
  • leite
  • iogurte
Sólidos
  • Uma pequena porção de fruta (gomos de uva, uma maçã ou banana pequena, cubos de melão, morangos, etc.), 
  • Um sanduiche pequeno – opte por recheios de queijo e frios menos gordurosos como peito de peru, 
  • Ou biscoitos salgados (água e sal ou cream cracker), 
  • Ou bolo caseiro sem recheios ou coberturas
Alimentos industrializados, processados, costumam apresentar altos teores de sódio, gordura ou açúcares e, por isso, é importante ler sempre os rótulos e dar preferência para os que indiquem alimentos sem conservantes. Por fim, a nutricionista ressalta que os pais devem ter cuidado com o tamanho das porções e que as lancheiras térmicas são uma boa opção para a conservação dos alimentos.

Por: Mônica Glória Neumann Spinelli.
Professora de nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM

3 de fev de 2015

Menina de 9 anos blogueira fitness. Pode isso?

Ontem quando meu marido veio com a notícia que estava bombando na internet, sobre a menina de 9 anos blogueira fitness, pediu minha opinião e disse que eu deveria escrever sobre o assunto. Conversamos, ponderei e deixei pra lá, hoje depois de algumas pessoas me perguntarem e ter virado pauta do Jornal Hoje, relutante decidi escrever.

O primeiro passo foi investigar quem é a menina de 9 anos blogueira fitness e descobrir o que ela estava fazendo. Trata-se de Anna Clara Mansur, que tem um perfil no Instagram, com a bio “primeira blogueira fitness infantil”, onde publica as fotos dos seus treinos, sua alimentação, suas roupas de ginástica, nos moldes das dezenas de outras blogueira fitness que existem por aí. No momento em que escrevo aqui o perfil de Anna Clara está fechado, então precisei procurar em sites que haviam feito publicações sobre ela.

Menina de 9 anos blogueira fitness. Isso pode?

Bem vamos por partes, como Jack… as críticas vem de todos os lados. Versam sobre os exercícios que a menina faz, a exposição na internet, o interesse comercial do pais e por aí vai.

Sobre os exercícios
Sim, pode fazer, sem problema! Embora eu não conheça o treino que a menina faz, vi algumas fotos e não existe nada de prejudicial no que foi mostrado. O pai da menina é Profissional de Educação Física, Personal Trainer e declarou que ela faz um treino funcional, adaptado para a idade dela, duas vezes por semana. A mãe, disse que Anna Clara faz exercícios desde os dois anos, já fez ballet e natação, que optou por esse tipo de atividade por conta própria e que em sua casa todos tem uma vida ativa e alimentação saudável.

Dois pontos, nesse tópico, que poderiam ser questionados


  1. O ambiente não é projetado para crianças: podem acontecer acidentes com os equipamentos (acontecem com adultos, imagina com crianças!), além disso existe uma aura de culto ao corpo perfeito, nas academias, que podem ser prejudiciais ao desenvolvimento da criança.
  2.  A atividade é feita sozinha: na idade dela o ideal é que houvessem outras crianças se exercitando junto.

Algumas críticas chegaram a sugerir que ela deveria estar jogando video game ou brincado de boneca, e que com 9 anos dizer que macarrão integral com carne moída é gostoso, é um absurdo. É bem provavel que a menina também faça essas e outras atividades condizentes com sua idade, mas daí a achar que fazer exercícios e ter uma alimentação saudável não é coisa para criança, isso sim é absurdo! Com o enorme problema que vivemos em relação a obesidade e particularmente à obesidade infantil, quisera eu que todas as crianças pudessem ter uma vida saudável e ativa como a de Anna Clara.

Para dimensionar o problemaNa faixa etária de Anna Clara 47,6% das crianças, segundo o IBGE, estão acima do peso. Culpa do sedentarismo e da má alimentação, reforçado pela péssima qualidade da Educação Física Escolar e pelo comportamento dos pais.

Sobre o título blogueira fitness
Minha única crítica seria em relação à postura dos pais. De cara já dão um mal exemplo criando o perfil de uma menina de 9 anos em uma rede social cuja idade mínima é 13. Eu conheço outras crianças (algumas bem próximas) com perfis em redes sociais, mas não sou a favor. Alguns podem achar bobagem, mas se existe uma idade mínima deve haver um motivo, além disso  a formação docaráter começa nos pequenos exemplos.

Em relação à exploração dos pais em cima da imagem da menina de 9 anos blogueira fitness, não é maior do que a dos pais que levam seus filhos para agência de modelo em busca de uma carreira, ou que os submetem a testes para peças e novelas ou ainda que colocam os filhos em concursos desde cedo. Fica claro em algumas publicações que não é coisa de criança, tem a mão dos pais por trás, mas isso é problema deles. A menina pode ser prejudicada com tanta exposição? Sim, pode, tanto quanto as crianças dos outros exemplos, só mudou a mídia. Sinal dos tempos…

Muita gritaria para tão pouco
Esse foi o motivo para que inicialmente eu não me manifestasse sobre a menina de 9 anos blogueira fitness. Além de tudo que coloquei acima e voltando ao exercício deixo a pergunta. Você já viu como é a rotina de treinamento de uma criança atleta? Então dê uma pesquisada, sugiro a ginástica olímpica, onde as crianças começam bem cedo e depois de observar vai entender  porque foi muita gritaria para tão pouco.

Em tempo: os pais conseguiram o que queriam! ;)

Este post foi inicialmente publicado no Portal Fique Informa

27 de jan de 2015

Devo falar sobre dinheiro com as crianças?

No dia a dia do Fórum encontramos conflitos dos mais variados tipos. Muita coisa gira ao redor do dinheiro. Gente que se desentende por conta de dívidas ou compras mal feitas. Têm pessoas que não gostam de arcar com compromissos assumidos previamente, filhos que buscam interditar pais idosos para administrarem o seu dinheiro, ladrões que não gostam de trabalhar e preferem o crime como sustento de vida, gente que casa e se divorcia por amor e dinheiro, etc.

Tem de tudo. Juízes, promotores de justiça e advogados acompanham esses dramas diários. Uma grande parcela desses conflitos poderia ser resumida a única situação: falta de limites.

Diversos especialistas afirmam que é bom ensinar educação financeira às crianças. Uns defendem que o ensino deva começar aos quatro, outros, aos cinco ou seis anos. Cada um adota uma idade como referência e têm lá os seus motivos.  Há quem defenda a existência de três cofrinhos: um para curto, outro para médio e o terceiro para economias de longo prazo - tudo para facilitar a assimilação dos princípios da educação financeira pelas crianças.



A meu ver, estão todos certos, não só pela necessidade de ser feito prematuramente, mas, também, pela importância de se preparar aquela criança em formação para um dos grandes desafios do ser humano na atualidade que desencadeia uma série de conflitos sociais: a tal falta de limite.

Nesse contexto, educar financeiramente as crianças é a transformação de um ser humano, um processo pedagógico onde os limites sociais são explicados e vivenciados em pequenas moedas num cofrinho e nas explicações de seus familiares. É um aprendizado que influenciará positivamente outras áreas de sua vida, pois há desejos, vontades, mas há limites. O dinheiro, então, serve de exemplo para que as coisas tenham um bom uso em toda a sua vida.

Não podemos continuar nessa fúria consumista global. O planeta não aguenta mais! Aquelas moedinhas, que as crianças aprendem a manusear, ajudam a formar um adulto com maior senso de limites e com a capacidade de entender que a Terra não pode continuar a ser saqueada e destruída como vem sendo feito há tempos. Á água acabou, os apagões de energia elétrica são iminentes e as matas vão sendo devastadas e só não vê quem não quer.

Fruto dessa educação financeira social deficiente, nos transformamos nas últimas décadas em adultos que não analisam a fundo o limite dos recursos disponíveis (e o dinheiro está incluído nisso), gastamos, consumimos e saqueamos o planeta mais e mais. Não vou apontar uma idade certa para se falar com crianças sobre dinheiro. Na minha visão, qualquer idade é excelente para se começar a educação financeira.

Todavia, tudo aponta que quanto mais cedo aquele cofrinho for dado para uma criança e sua família passar a lhe explicar sobre como funciona o dinheiro e sobre as suas limitações, haverá um adulto mais bem preparado para enfrentar um mundo com cada vez menos recursos disponíveis (financeiros ou não) e estará sendo formado adequadamente. A Terra agradece, também!

Por Lélio Braga Calhau
Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast "Educação Financeira para Todos".              

20 de jan de 2015

Volta as aulas e a adaptação escolar

Entre o mês de janeiro e início de fevereiro os alunos se preparam para o Volta às Aulas. Mas quando, necessariamente, deve começar a adaptação escolar, que tem início mesmo fora da escola?

Especialistas em educação recomendam que pelo menos 15 dias antes do início do ano letivo, os filhos, com a ajuda dos pais, devem começar a organização para seguir rumo à sala de aula.


Adaptação escolar

De acordo com José Carlos Martins, diretor pedagógico do Colégio Renovação , instituição de ensino com 30 anos de atividades em São Paulo, para criar o hábito da nova rotina, independente da idade, pelo menos duas semanas antes do período de volta às aulas, é preciso estabelecer horários para dormir e acordar mais cedo para manter o corpo e mente descansados e preparados para a rotina de aulas, tarefas de casa e outras atividades.

Organizar previamente a compra do material escolar que levará na mochila e uniforme também ajuda a começar o ano no clima e de maneira planejada.

Mas e para os alunos que vão ingressar em uma nova escola? Para este é sim uma grande mudança e exige, fora da escola, uma atenção especial dos pais com preparação e adaptação.

Martins explica que para o novo aluno a mudança pode gerar ansiedade e ele precisa comentar com os pais sobre isso (quais medos, fantasias, novos amigos, novo ritmo, etc).“Pais devem ficar atentos a pequenos transtornos físicos que surgem com a proximidade do retorno (dor de cabeça, dor de barriga, sonolência, perda de apetite, mal-estar, estado febril). É importante que os pais se despeçam sempre dizendo que voltarão ao final da aula. Dar à criança a ideia que a escola é aquela que a família escolheu por confiança no trabalho”, orienta o educador.

Além disso, Martins alerta também para que, se possível e autorizado pela nova escola, os pais permaneçam por um período com o filho nas dependências da escola para que aos poucos a criança se familiarize com o novo ambiente, pessoas e crie vínculos. Além disso, o objetivo da adaptação com os pais por perto é dar mais segurança ao pequeno. “Claro que tudo é gradativo e a escola também deve ajudar nesse processo para que o ano comece bem e o desenvolvimento escolar seja o melhor possível”, aconselha o educador.

13 de jan de 2015

Crianças exigem cuidados especiais nas férias na praia

Calor, sol forte e praias cheias são riscos iminentes para as crianças, e os pais devem redobrar a cautela nessas ocasiões para garantir a segurança de seus filhos durante as férias de verão. Este é o alerta do time de especialistas em assistência viagem da Mapfre Assistance.

Entre os perigos mais comuns está o de que a crianças se percam no meio da multidão. Para isso, é possível adquirir pulseiras de identificação que só saem do punho se cortadas. O ideal é que elas estejam identificadas com o nome dos pais ou responsável durante a viagem, um telefone de contato e o hotel em que estão hospedados. Também é recomendável se certificar de que a criança saiba seu próprio nome completo e os dos pais ou responsáveis. Para os pequenos que ainda não sabem nadar, o ideal é que usem boias de braço.

De acordo com pediatra, não é recomendado levar bebês com até seis meses à praia, pois sua imunidade ainda está em fase de formação. “Mesmo as crianças mais velhas têm maior sensibilidade ao sol e ao calor que adultos, por isso devem usar protetor solar com fator 30, no mínimo, além de chapéu ou boné”, orienta o médico, José Geraldo Barbosa Júnior, diretor-técnico médico do Segurviaje, da Mapfre Assistance. 

A alimentação também merece cuidado, pois crianças são mais sensíveis a alergias, principalmente a frutos do mar. “O ideal é seguir a mesma rotina de refeições que praticam em casa e ficar atento à higiene nos estabelecimentos”, afirma Silvia Pereira, nutricionista da mesma equipe médica.


Dicas para aproveitar as férias na praia com tranquilidade

Sol

  • Evite a exposição direita ao sol e prefira sempre antes das 10h e depois das 17h;
  • Crianças de até seis meses de idade não podem usar protetores solar, pois são muito sensíveis aos componentes químicos do produto. O ideal é que elas se protejam do sol com roupa, guarda-sol e chapéu ou boné;
  • Procure protetores solares especialmente formulados para a pele das crianças, com menos produtos químicos e mais filtros físicos. O fator de proteção de ser, no mínimo, FPS 30. Passe o protetor antes de sair de casa e não se esqueça de reaplicar o produto a cada duas horas;

Roupa adequada

  • Prefira roupas de algodão, que deixam a pele respirar; 
  • Se a criança ainda não estiver segura o suficiente para ficar sem fraldas, deixe-a apenas com elas – há modelos específicos resistentes à água. Além de ser higiênico, evitam acidentes constrangedores;
  • Os pequenos podem ficar descalços na areia desde que não estejam com machucado ou ferida nos pés;

Alimentação e hidratação

  • Após uma refeição completa, a criança deve descansar pelo menos meia hora antes de iniciar uma atividade física muito intensa, como brincar no mar ou na piscina. Depois de comer, os vasos sanguíneos de todo o sistema digestório dilatam, para que ocorra o processo de digestão e absorção dos nutrientes da comida, o que causa sonolência;
  • A criança deve seguir a sua rotina alimentar, mantendo os horários das refeições e os alimentos de costume; 
  • Fique atento às alergias que os alimentos vendidos na praia ou restaurantes, como frutos do mar, podem provocar na criança. Esses tipos de comida são frequentemente intolerados por elas;
  • A hidratação dos pequenos exige cuidados especiais, ofereça líquidos, principalmente água a cada meia hora, pois eles gastam mais energia e eliminam muito líquido pelo suor e urina;
  • Amamentar na praia exige cuidado redobrado da mãe, que após entrar no mar, deve tomar um banho e higienizar a mama;
  • No caso de mamadeira, prepare na hora que for oferecer e com água confiável para o consumo;

Atenção especial

  • As crianças deverão ser vigiadas o tempo todo, especialmente quando vão tomar banho de mar ou de piscina;
  • Mesmo se seu filho já souber nadar, não tire os olhos dele;
  • Aquelas que ainda não sabem nadar terão que ir acompanhadas por um adulto e usar boias, colete ou flutuador.

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