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26 de jul de 2016

Por que tantas crianças estão ficando míopes

Hoje em dia é grande a movimentação de crianças nas clínicas oftalmológicas. Na maioria dos casos, a miopia é o problema mais recorrente entre os erros de refração.

Estudo realizado pelo National Eyes Institute, nos Estados Unidos, mostra que a prevalência de miopia aumentou de 25% para 42% entre os norte-americanos com idade entre 12 e 54 anos nas últimas três décadas. Apesar de não poderem apontar uma causa exata para isso, os médicos acreditam que o problema está relacionado com a fadiga ocular proveniente do uso de computador. Mas há que se levar em conta, também, a predisposição genética.


Computador e genética são principais responsáveis pela miopia nas crianças


Na opinião do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos (São Paulo), o estilo de vida das crianças de hoje em dia está muito relacionado, também, ao aumento dos casos de miopia.

“Principalmente nas famílias que habitam grandes cidades, as crianças lidam com tudo muito próximo a elas. Ou seja, ficam confinadas em espaços restritos, em que o computador está perto, a televisão está próxima, bem como videogames, smartphones, brinquedos etc. Essa falta de contato com espaços abertos, como parques e praias – em que naturalmente olham mais para longe, para o horizonte – acaba descompensando um pouco a visão”. 

A miopia ocorre quando o olho é muito grande ou a córnea é muito curva, fazendo com que os raios de luz sejam convergidos para um ponto anterior à retina. Ou seja, é necessária uma lente esférica ‘divergente’ para direcionar os raios de luz à retina e permitir que a pessoa enxergue bem as imagens.
“A miopia geralmente começa na infância. Apesar de os hábitos desempenharem um papel relevante no desenvolvimento da miopia, a doença tem um componente genético importante. Assim, o míope costuma fechar um pouco os olhos para tentar enxergar melhor quando não está usando óculos ou lentes. Essa é, inclusive, uma dica para os adultos prestarem atenção. Se a criança cerra a vista para ver melhor alguma coisa, tem algo de errado que deve ser investigado. Para a maioria das pessoas, ela se estabiliza no início da vida adulta, mas há casos em que a miopia continua aumentando ao longo do tempo”. 

Outras queixas referentes à miopia incluem dor de cabeça, sensação de cansaço nos olhos, irritação e vermelhidão ocular. “Não são poucas as crianças que verbalizam a necessidade ‘descansar’ um pouco os olhos antes de continuar a estudar ou até mesmo brincar”, diz o médico. “Quando o paciente é pequeno, os óculos são a melhor solução – já que não requerem grandes cuidados e são mais fáceis de a criança se adaptar. Já quando o paciente tem mais de 12 anos e demonstra ser capaz de tomar todos os cuidados diários que as lentes de contato exigem, essa é uma boa opção. Por fim, quando o médico oftalmologista percebe que houve uma acomodação no grau, a cirurgia refrativa é um ótimo recurso para o paciente se ver finalmente livre de óculos e lentes de contato. Hoje em dia o procedimento é rápido, praticamente indolor e a recuperação se dá em curto espaço de tempo”.

Prof. Dr. Renato Augusto Neves, médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, e autor do livro “Seus Olhos” (Editora CLA).

14 de jul de 2016

Meu filho é um Picky Eater?

A Mead Johnson Nutrition fez uma pesquisa para identificar o comportamento mais comum dos Picky Eaters e descobriram que a refeição que as crianças mais pulam é o café da manhã. Com relação aos alimentos, vegetais são os campeões de rejeição (75% das crianças não gostam deste tipo de alimento). Em seguida, vem os legumes (66%) e as leguminosas, como lentilha e feijão (30%).
Por outro lado, 96% das crianças seletivas comem massas e pães facilmente, produtos lácteos são queridos por 84% e arroz e batatas agradam ao paladar de 87%.

Picky Eaters é uma expressão usada para designar "comedores seletivos". São crianças que têm um comportamento alimentar que pode variar, excluir determinados grupos de alimentos como verduras e legumes, pular refeições, ou, simplesmente, comer muito pouco.
 Esse comportamento geralmente aparece em crianças de um a cinco anos e os motivos mais comuns são:

  • Desaceleração do crescimento, que gera diminuição do apetite;
  • Capacidade gástrica limitada;
  • Troca da dentição;
  • Hábitos familiares.

O comportamento dos Picky Eaters não causam doenças, mas podem acarretar em carências nutricionais importantes, por isso é recomendado buscar o auxílio profissional que algumas vezes pode envolver o Pediatra, Nutricionista e Psicólogo.

Resultado da Pesquisa Picky Eaters - Mead Johnson Nutrition

1- A refeição mais difícil para as crianças é o café da manhã

46% dos picky eaters pulam o café da manhã, 20% o almoço e 23% o jantar. A principal queixa das crianças para não quererem o café da manhã é não estarem com fome. Já no almoço, elas se queixam que não gostam da comida preparada (20%) e dos vegetais (16%). Os que são mais relutantes ao jantar, acabam consumindo outros alimentos em porções menores, como iogurtes e snacks industrializados (34%). 


Barreiras para comer bem
Café da manhã
  • Não gosta de comer pela manhã/acorda sem fome: 67% 
  • Acorda perto da hora do almoço e não quer comer: 9% 
  • Não tem fome: 8% 
  • Come outras coisas em porções pequenas (iogurtes, lanches industrializados): 3% 
  • Quando está brincando, não quer parar para comer: 3% 
  • Pais têm de forçar ou insistir para os filhos comerem: 3% 
  • Só come o que quer: 3% 
  • Quando está vendo desenhos, não quer parar para comer: 3% 
  • Quando chega a hora de ir para a escola, fica agitado e não come direito: 2% 

Almoço
  • Não gosta da comida/alimentos preparados: 20% 
  • Não gosta de vegetais: 16% 
  • Não tem fome: 11% 
  • Quando está brincando, não quer parar para comer: 11% 
  • Come outras coisas em porções pequenas: 10% 
  • Pais têm de forçar ou insistir para os filhos comerem: 9% 
  • Não gosta de feijão: 9% 
Jantar
  • Come outras coisas em porções pequenas: 34% 
  • Está com sono/Jantar é na mesma hora que costumam ir dormir: 14% 
  • Não tem fome: 13% 
  • Come na escola e chega em casa sem fome: 12% 
  • Prefere mamadeira/achocolatado/leite: 9% 
  • Pais têm de forçar ou insistir para os filhos comerem: 6%

2- Os alimentos mais rejeitados

Vegetais são os campeões de rejeição, com 75% dos picky eaters torcendo o nariz para eles. Em seguida, vem legumes (66%) e as leguminosas, como lentilha e feijão (30%).

Vegetais, legumes e leguminosas são mais difíceis de serem consumidos porque as crianças não gostam do sabor



Alimentos que as crianças têm dificuldade em comer

  • Vegetais (alface, espinafre): 75%
  • Legumes (cenoura, brócolis, berinjela): 66%
  • Leguminosas (feijão, lentilha, arroz): 30%
  • Derivados do milho: 23%
  • Frutas: 21%
  • Produtos de origem animal (frango, carne vermelha, peixe): 21%
  • Ovos: 15%
  • Aveia, arroz, batata: 13%
  • Laticínios (leite, iogurte, queijo): 9%
  • Farináceos (massas, pão, bolachas, bolos): 5%

Razões para não comer esses alimentos

Não gosta do tipo do alimento/Não gosta de jeito nenhum
  • Vegetais: 58%
  • Legumes: 57%
  • Fruta: 62%
  • Derivados do milho: 60%
  • Aveia, arroz, batata: 64%
  • Leguminosas: 62%
  • Produtos de origem animal: 58%
  • Ovos: 61% 
Acha ruim/não gosta do gosto
  • Vegetais: 55%
  • Legumes: 56%
  • Fruta: 47%
  • Derivados do milho: 55%
  • Aveia, arroz, batata: 50%
  • Leguminosas: 51%
  • Produtos de origem animal: 46%
  • Ovos: 45% 
Acha o gosto amargo
  • Vegetais: 16%
  • Legumes: 13%
  • Fruta: 10%
  • Derivados do milho: 7%
  • Aveia, arroz, batata: 8%
  • Leguminosas: 12%
  • Produtos de origem animal: 9%
  • Ovos: 13% 
Não consegue comer/Cospe a comida/Fica ansioso
  • Vegetais: 12%
  • Legumes: 14%
  • Fruta: 10%
  • Derivados do milho: 12%
  • Aveia, arroz, batata: 14%
  • Leguminosas: 12%
  • Produtos de origem animal: 18%
  • Ovos: 14% 

Dificuldade para mastigar/Não gosta de mastigar

  • Vegetais: 11%
  • Legumes: 11%
  • Fruta: 11%
  • Derivados do milho: 10%
  • Aveia, arroz, batata: 8%
  • Leguminosas: 13%
  • Produtos de origem animal: 22%
  • Ovos: 11%

3. Os mais amados

96% dos picky eaters comem massas e pães facilmente, produtos lácteos são queridos por 84% e arroz e batatas agradam ao paladar de 87%.


Alimentos que as crianças comem facilmente

  • Massas, pães: 96%
  • Laticínios: 94%
  • Aveia, arroz, batata: 87%
  • Ovos: 83%
  • Só come alimentos sem valor nutricional/lanches rápidos: 83%
  • Frutas: 79%
  • Frango, carne vermelha, peixe: 78%
  • Derivados do milho: 72%
  • Leguminosas: 71%
  • Legumes: 37%
  • Vegetais: 32%

Dicas para contornar o comportamento dos Picky Eaters

Veja algumas dicas dadas pelo nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg, ao site Vila Mulher.
  • Evitar distração durante a refeição, desligue a televisão;
  • Nós comemos com os olhos, invista em pratos bonitos que possam despertar o apetite;
  • Limite a duração das refeições;
  • Ofereça alimentos adequados a cada idade;
  • Introduzir sempre alimentos novos;
  • Incentive a alimentação independente;
  • Ofereça frutas, verduras e legumes em todas as refeições;
  • Ofereça os mesmos alimentos com diferentes apresentações/texturas (cozido, frito, assado, etc);
  • Diminua a preparação das "comidas favoritas";
  • Sente a criança à mesa com os outros membros da família;
  • Para aquelas crianças que bebem muito leite, diminuir o volume e a frequência;
  • Limite o consumo de líquido durante a refeição. Água e suco devem ser oferecidos durante a refeição com cuidado;
  • Respeitar períodos de pouco apetite e preferências alimentares;
  • Oferecer pequenas quantidades de comida para não desencorajar a criança a comer;

23 de jun de 2016

Terror noturno e pesadelos. Entendendo o sono das crianças.


Acordar no meio da noite com o choro do seu pequeno sempre traz muita preocupação e perda de sono aos pais.

Estes episódios costumam ocorrer sem qualquer motivo aparente, trazendo ansiedade para todos. Durante o sono, nossos filhos podem passar por experiências desagradáveis, como o terror noturno e os pesadelos. Neste texto, o Dr. NUK - Dr. Marco Aurélio Safadi, vai explicar alguns aspectos destes episódios, e ensinar como lidar com eles.



Terror noturno: o que é isso?


O terror noturno ocorre em até 3% das crianças, principalmente entre 4 e 7 anos, e caracteriza-se por um alerta súbito, acompanhado de gritos, choro intenso e agitação. O coração acelera, a respiração fica mais rápida, a pele fica rosada e a musculatura fica tensa. A criança senta na cama, mas não desperta. O comportamento normal é de medo intenso e eles costumam ignorar a presença dos pais quando têm a crise.

A tensão costuma durar de 30 segundos a 5 minutos, e o pequeno voltará a dormir como se nada tivesse acontecido, e no dia seguinte não se lembrará de nada. O terror noturno tem forte relação familiar (pai, mãe ou irmãos com histórico na infância), e as crises tendem a reduzir com a idade, podendo raramente permanecer até a idade adulta, e costuma desaparecer após os 8 anos de idade.

Ocorre mais frequentemente nas primeiras horas do sono, diferente dos pesadelos que ocorrem durante a madrugada.

Pesadelo


Qual filho nunca teve um pesadelo? Eles são caracterizados por um sonho amedrontador que faz os pequenos acordarem assustados, com sensação de medo, solicitando a companhia dos pais, querendo muitas vezes dormir no quarto deles.

Os pesadelos são mais comuns na infância e tendem a desaparecer com o tempo. O conteúdo dos sonhos pode ser influenciado por experiências vividas, como um estresse pessoal ou familiar, programas de televisão, video games, febre, entre outros fatores. A criança costuma se lembrar do pesadelo ou de partes dele. A alimentação logo antes de dormir também pode favorecer a ocorrência de pesadelos.

Como lidar com estes episódios no dia a dia?


Lembre-se que tanto o terror noturno como os pesadelos são situações comuns nos pequenos, na maioria das vezes transitórias e esporádicas, sem necessidade de qualquer exame ou tratamento especial.

Estabelecer rotinas nos períodos que antecedem o sono, limitando horários e evitando certos programas de televisão, bem como atividades que exigem muita agitação, podem ajudar a prevenir os pesadelos e o terror noturno.

Na dúvida, sempre consulte o pediatra, que saberá orientá-los como proceder.


Dr. Marco Aurélio Safadi
CRM: 54792
Professor de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Coordenador da Equipe de Infectologia Pediátrica do Hospital Sabará.

9 de mai de 2016

Saúde bucal das crianças: 7 coisas que você precisa saber

Criança toma tanto tempo de adulto que às vezes podem passar despercebidas informações sobre elas que os pais deveriam saber para melhor conduzir e orientar suas vidas. O universo relacionado à saúde bucal é uma dessas coisas que só se percebe quando a criança se queixa... e não deveria ser assim. Essa é a opinião de Helenice Biancalana, especialista em Odontopediatria da APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas. 

“Principalmente nas grandes cidades, os pais costumam seguir uma rotina tão apressada que não dedicam tempo suficiente para os próprios cuidados com a saúde bucal, muito menos com a dos filhos. A questão é que, se dedicando a isso dez minutos por dia, muitos problemas poderiam ser evitados”.


7 coisas que você precisa saber sobre a saúde bucal das crianças


1. Uma em cada três crianças entre um ano e meio e três anos tem pelo menos um dente de leite cariado. Na dentição permanente, duas a cada três crianças com doze anos têm pelo menos um dente cariado. Esses dados são da Pesquisa Nacional em Saúde Bucal, de 2010. “O mais importante é saber que, com duas escovações por dia, utilizando creme dental com flúor, esses dados alarmantes podem ser drasticamente reduzidos”.

2. Algumas bebidas consideradas ‘saudáveis’ têm mais açúcar do que se pode imaginar. “Tanto os sucos em caixinha quanto as bebidas esportivas (isotônicos) são associados à imagem de quem cuida da saúde. Entretanto, estudos indicam que os níveis de acidez dessas bebidas podem levar à erosão da superfície dental, comprometer o esmalte e a aparência dos dentes, e aumentar a sensibilidade e a dor. Além disso, várias marcas trazem ainda mais açúcar do que os refrigerantes. Conclusão: aumente a oferta de água e de leite às crianças, conferindo sempre o rótulo da embalagem quando for oferecer um suco pronto”.

3. Uma em cada sete crianças já foi diagnosticada com lesão de cárie severa ou extensa. “Em relação à cárie, severa é sinônimo de extremamente dolorosa, intensa, perturbadora. Ou seja, não há criança no mundo que possa ter um dia normal de estudos e lazer sentindo tamanha dor. No Brasil, além de o flúor estar presente na maior parte da água distribuída nas cidades e nas pastas de dente, a correta higiene bucal deve ser alvo de muitas campanhas. Paralelamente a isso, devemos levar as crianças a um cirurgião-dentista a cada seis meses para que o uso do selante previna a ocorrência de cárie com mais sucesso”.

4. Quanto mais cedo a criança começar a frequentar o consultório odontológico, melhor. “Todos sabemos que os adultos transmitem às crianças não apenas coisas boas, como, inclusive, seus medos. Mas é importante quebrar essa regra quando o objetivo é garantir a saúde bucal dos pequenos. Levar a criança desde bem pequena ao consultório do cirurgião-dentista – mesmo que seja só para fazer companhia – é um passo muito importante. Assim é possível fazer um check-up da saúde bucal com a regularidade necessária e de forma tranquila, sem receio”.

5. Crianças amamentadas naturalmente são menos propensas a persistir com hábitos de sucção não-nutritivos. “O aleitamento materno é a melhor medida de prevenção do uso da chupeta e da sucção digital (sugar o dedo) – embora a sucção digital possa ser identificada ainda durante a gestação, através de registros ultrassonográficos do feto. Quando a criança mama no peito, há um intenso trabalho da musculatura facial que influencia o desenvolvimento ósseo e muscular. O bebê acaba por satisfazer seu instinto de sugar, não necessitando recorrer a estímulos artificiais de sucção, como a chupeta”.

6. Criança que respira só pela boca pode ter um desenvolvimento anormal da face e da arcada dentária, sorriso gengival, dentes tortos e gengivite. “Quando a criança tem alguma dificuldade em permanecer com os lábios fechados, ou quando só dorme de boca aberta, é importante buscar ajuda especializada. Esses padrões mostram o quanto as crises respiratórias podem estar interferindo em outras áreas. A respiração bucal tende a comprometer o desenvolvimento de importantes estruturas ósseas da face e das arcadas dentárias. O rosto pode crescer fino e alongado. Muitos tratamentos cirúrgicos poderiam ser evitados se, assim que o problema surgisse, fosse avaliado e tratado por um otorrinolaringologista com o acompanhamento de um ortodontista, fazendo uso de aparelhos para normalizar o crescimento facial e promover respiração adequada”.


7. Usar aparelho ortodôntico para ficar ‘na moda’ pode causar grande prejuízo à saúde bucal. “Em anos recentes, mais um modismo vem preocupando toda a classe dos cirurgiões-dentistas. O uso de aparelhos ortodônticos coloridos virou febre entre crianças e adolescentes, e há sempre pais que fecham os olhos para o risco que isso representa à saúde de seus filhos. Pior ainda, acabam comprando ‘ferrinhos’ e ‘elásticos’ pirateados, sem qualquer tipo de controle, podendo causar desde intoxicações e alergias severas, até alterações irreparáveis na gengiva e nos dentes, inclusive com perda óssea e perda de dentes”.

6 de mai de 2016

Benefícios da yoga para crianças

Praticar yoga não é apenas um estado de espírito, mas um exercício constante de trabalho mental, corporal e da respiração sempre em harmonia. Se isso parece difícil e complicado para os adultos, com a vida corrida e carregada de grandes emoções, que dirá da compreensão de uma criança sobre todos esses aspectos? Mas, geralmente, é neste ponto que nos enganamos, no qual a prática da yoga infantil consegue tranquilizar a energia dos pequenos e transformá-los em adultos mais felizes e emocionalmente equilibrados.

Os benefícios da yoga para as crianças são inúmeros alívio de doenças respiratórias, psicossomáticas, auxílio na perda de peso e desordem do aparelho digestivo, aumento da autoestima e da confiança, aprimora a concentração nos estudos e a memória. 

“Com a prática, essa criança será um adulto mais tolerante, seguro de si, amável compreendendo o mundo de uma forma muito mais clara e objetiva, pois entenderá que toda mudança externa se inicia com a mudança interna”, afirma Danielly Abreu, professora de yoga da Academia Ecofit Club.

O professor, durante as aulas, consegue desenvolver as técnicas respiratórias (Pranayamas) que auxiliam na construção dos ásanas (como são chamadas as posturas da yoga) e isto mantém a atenção e a motivação das crianças, evoluindo gradativamente esta atividade tão benéfica. “Algumas técnicas estimulam a concentração e a atenção, ideais para ásanas de equilíbrio. Outras produzem o efeito de relaxamento e calma. Em cada série o professor dá esses estímulos de acordo com o objetivo a ser alcançado. Isso faz com que as crianças sintam vontade em praticar”, diz.

Respirar bem significa ser saudável e feliz e é, de acordo com os conhecimentos da yoga, a porta para o domínio pleno da mente, por estar ligada às áreas emocional e mental. Mas como praticar isso com os pequenos? Danielly propõe o uso de brinquedos como uma boa alternativa para a percepção da respiração pelas crianças. “A respiração ritmada favorece a concentração deles e pode ser utilizada aproveitando a sua imaginação. Podemos utilizar um brinquedo leve, colocá-lo no seu abdômen, que ela irá observar o sobe e desce da barriga pela respiração que está fazendo”, conta. Essas técnicas podem conquistar resultados diferentes, tais como redução da pressão sanguínea (calma), consciência corporal (percepção de cada ponto do corpo), mantém a mente atenta e concentrada, equilíbrio, ou até outros exercícios específicos, onde se imita o som da abelha para concentração.

Boa parte dos asanas executados pelos adultos podem ser praticados pelas crianças, bem como a respiração lenta e profunda, com movimentos suaves e com tempo de permanência mínimo - sempre respeitando o limite de cada uma, assim como ocorre com os mais velhos A principal diferença entre as aulas para adultos e para as crianças está na forma de abordar e aplicar cada etapa da aula. Em alguns casos, podem-se inserir brincadeiras, cânticos de mantras, contos que estimulem o respeito ao próximo e à natureza e onde a prática dos asanas possa ser inserida.

Não há mistérios na yoga infantil e nem restrições de prática, os pequenos podem fazer ásanas simples até mesmo as invertidas que impressionam muita gente. Para os pequenos, é claro, tudo é divertido. Para os pais, um alívio – grande parte dos adultos procuram colocar seus filhos na yoga para que adquiram bons hábitos na infância, evitando doenças e tendo uma vida mais equilibrada, menos agitadas e ansiosas.

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