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13 de dez de 2017

Como escolher a escola para meu filho

Estamos nos aproximando do final de ano e, nesse período, entre tantas dúvidas que passam na cabeça dos pais, duas envolvem o início da vida escolar: já está na hora de matricular meu filho em alguma escola? E como escolher a escola ideal? A tomada de decisão não é algo fácil e envolve fatores emocionais, imunológicos, psicológicos e de desenvolvimento dos pequenos.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os pais são obrigados a colocar seus filhos na escola a partir dos quatro anos de idade, sob risco de multa em caso de descumprimento. Porém, em razão da inserção da mulher no mercado de trabalho, esse início de vida escolar tem acontecido muito mais cedo, as vezes a partir dos quatro meses, quando termina o prazo de licença-maternidade da mãe.

“Sob esse aspecto, é válido dizer que apesar de parecer precoce, há muitos pais que, ao colocarem seus filhos com poucos meses de vida no berçário, a porta de entrada para a vida escolar, conseguem observar neles o desenvolvimento de forma mais acelerada”, revela Tânia Medeiros, coordenadora pedagógica do Sistema Maxi de Ensino.

Para auxiliar pais indecisos, a pedagoga orienta que sejam avaliados fatores de desenvolvimento dos filhos, bem como o ambiente onde vivem. “O ideal é que a criança já se movimente, não use mais fraldas e esteja desenvolvendo a linguagem. Também é importante avaliar como está sua imunidade, uma vez que num ambiente coletivo a exposição bacteriana é, naturalmente, maior, e se está mais disposta à socialização, o que facilita a adaptação”, explica Tânia.

Com relação ao ambiente, a especialista sugere que os pais sejam criteriosos ao responder questões como ‘a mãe, familiar ou babá que fica com a criança oferece a ela experiências que estimulem seu desenvolvimento?’; ‘ela tem um espaço onde possa brincar, se movimentar e interagir?’; ‘em casa, há uma rotina de atividades que a desperte para descobertas?’ “Dependendo das respostas, esses fatores externos revelam que o melhor seja a busca de uma escola”, diz.

 

Como escolher a escola


Decididos que o momento é ideal para a inserção da criança no mundo escolar, a busca pelo local ideal é igualmente desafiadora.

De acordo com a coordenadora pedagógica do Sistema Maxi de Ensino, antes de iniciar a procura, pais precisam pensar em critérios que vão ao encontro do perfil familiar. Os valores da família e da escola devem estar alinhados. 

“A escola deve ser a extensão do lar, com um ambiente harmonioso, que proporcione uma verdadeira parceria e confiança com os pais, especialmente na educação infantil, além de ter uma proposta pedagógica próxima ao que os pais esperam, ou seja, se segue a linha mais tradicional ou liberal, confessional ou humanista. Também é essencial avaliar como a escola desenvolve o trabalho com a psicomotricidade, com brincadeiras, priorizando o lúdico, o que é extremamente importante nessa fase da vida”, destaca Tânia.

Localização e estrutura da escola; oferta de período integral, caso assim seja necessário; preocupação com a segurança e o material didático utilizado, além do preparo e formação de educadores e funcionários, também devem fazer parte do rol de avaliações nesse processo de seleção. Para descobrir tudo isso, o ideal é que os pais visitem o maior número possível de escolas, observem a sua rotina e busquem referências, conversando com outros pais.

Antes da definição, a pedagoga destaca, ainda, a importância de se avaliar a proposta pedagógica da escola, além do sistema de ensino existente, pois, com ele, os pais saberão de qual forma todo o processo de ensino e de formação se dará. “Nesse sentido, uma das propostas que tem sido muito empregadas, principalmente nas escolas infantis, é a da pedagogia afetiva, que une educação de qualidade cognitiva e científica com o aspecto humano, ligado ao ensinamento de valores e princípios, o que prepara os jovens alunos de maneira integral para a vida”, explica a pedagoga.

Com a realização de toda essa avaliação, pais poderão definir, com segurança e tranquilidade, onde seus pequenos iniciarão sua vida escolar.

1 de nov de 2017

Jogos matemáticos: 6 jogos para ensinar divertindo

Vou sugerir nesse texto 6 jogos matemáticos para ensinar divertindo. Experiências negativas que vivenciamos durante a infância podem ser carregadas para toda a vida. A dificuldade que alguns adultos tem para lidar com números podem estar diretamente relacionadas às essas experiências.

Perder o fio da meada, nas ciência exatas, pode significar a incapacidade de absorver os conteúdo que virão a seguir. Por exemplo, quem tem dificuldade em realizar operações básicas (soma, subtração, multiplicação e divisão), certamente terá dificuldade em resolver qualquer tipo de equação.

Minha mãe, que era pedagoga, dizia que ao propor para a criança a resolução de um "problema" estaria causando dois. A própria palavra já denotava algo difícil de ser feito, solucionado. Ao usar jogos matemáticos com o objetivo de solucionar "problemas", deixamos a criança mais confortável em um ambiente que já é conhecido por ela, um ambiente lúdico.

Jogos matemáticos


Na teoria piagetiana os jogos estão intimamente ligados ao desenvolvimento humano, passando por três fases o jogo de exercício, o jogo simbólico e o jogo de regras.

Se o jogo faz parte de nós, usá-lo para dar significado à conteúdos na escola que naquele momento não possuem significado para a criança, pode ser uma excelente via para facilitar o aprendizado, tornando-o natural e evitando assim lapsos que podem levar ao "perder o fio da meada" que falei logo acima.

A primeira vez que tive contato com jogos matemáticos foi aos 14 anos, cursando a oitava série do ginásio (9º ano do ensino fundamental II) em um laboratório de matemática criado pelo Professor Reinaldo (não lembro o sobrenome), no Colégio Objetivo em São Paulo. Estamos falando de meados dos anos 1980, e posso afirmar que foi importantíssimo pra mim, que tinha enorme dificuldade para compreender alguns conteúdos.

É importante que os jogos matemáticos não sejam escolhidos ao acaso, devem ter um objetivo pedagógico que esteja relacionado às necessidade de aprendizagem do aluno naquele momento.

Selecionei alguns jogos matemáticos que podem servir de inspiração para a construção de outros.

1- Dominó de formas geométricas.

Dominós são um ótimo jogos para ensinar diversos conteúdos da matemática. Do mais simples, como esse dominó com formas geométricas, aos mais complexos contendo equações de 2º grau, passando por operações e equações matemáticas mais simples.


2- Operações básicas: soma

Forma divertida e criativa de ensinar crianças a somar associando números e quantidades.


3- Operações básicas

Esse jogo permite inúmeras combinações de operações matemáticas simples.


4- Fração com LEGO

O Lego ou qualquer outro jogo de blocos pode ser uma excelente opção para ensinar frações. Veja o exemplo abaixo e crie jogos e brincadeiras que envolvam esse conceito.

5- Formas geométricas

Palitinhos de sorvete ajudam a relacionar o nome da forma geométrica com a quantidade de lados que elas possuem.


6- Ensinando a contar

Existem inúmeros jogos que ensinam a relação entre números e quantidade. Esse é um exemplo bem criativo e que pode ser feito com outros materiais como papel e EVA.



18 de out de 2017

Surdez unilateral em crianças deve ser tratada


Para muitas pessoas a surdez unilateral não afeta tanto o dia a dia, já que é possível escutar perfeitamente com o outro lado. Porém, no caso das crianças, essa falta de audição pode prejudicar bastante seu desenvolvimento e alfabetização. É o caso de Henrique Teixeira Coutinho, um menino de 5 anos que tem perda auditiva profunda no ouvido direito e audição normal no ouvido esquerdo. 

Em sua rotina, ele comentou com os pais que em diversas situações tinha dificuldade para identificar os sons à sua volta. Foi então que a mãe dele, ao notar que a surdez unilateral do filho estava prejudicando seu relacionamento com outras pessoas e o desenvolvimento escolar, procurou ajuda para que Henrique tivesse melhor qualidade de vida hoje e no futuro.

Henrique Teixeira Coutinho - foto: divulgação

Tratamento da surdez unilateral em crianças


O tratamento da surdez unilateral ainda é tema de debate entre a classe médica, uma vez que alguns profissionais não acreditam que uma solução auditiva para este tipo de problema possa melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas. Mas especialmente no caso de crianças, não escutar os sons em uma das orelhas pode trazer grandes prejuízos, principalmente quando essa perda auditiva é profunda.

Em crianças com perda de audição unilateral, dificilmente percebemos de imediato que elas não escutam bem. Foi assim com Henrique. Enquanto crescia, sua família notava que ele apresentava dificuldades para identificar os sons e também para entender as conversas, principalmente em ambientes ruidosos ou quando mais de uma pessoa estava falando ao mesmo tempo. Na escola, os professores relatavam que ele apresentava dificuldades de atenção.

Para tratar o déficit de audição em um dos ouvidos, foi criado um dispositivo auditivo por condução óssea chamado ‘Sistema Ponto’, uma prótese cirúrgica, adaptada com um processador de fala externo. O ‘Ponto’, fabricado pela Oticon Medical, é indicado para pessoas que apresentam perda auditiva condutiva, mista e unilateral profunda que estão impossibilitados de utilizar um aparelho auditivo convencional. É possível adaptar o Sistema Ponto com um pequeno implante, instalado durante uma cirurgia simples e rápida, seguida de uma reabilitação eficaz.

“Antes da decisão pela cirurgia, é possível realizar um teste com o ‘Ponto’ para que o usuário – ou os seus responsáveis - tenha certeza do benefício do implante. A cirurgia pode ser realizada a partir dos 5 anos de idade. Antes disso, porém, bebês e crianças podem utilizar um outro dispositivo, um processador de fala acoplado a uma faixa, para estimular a audição e auxiliar no desenvolvimento da fala”, explica a fonoaudióloga Andréa Caruso, responsável pelo tratamento de Henrique.


Sobre o Sistema Ponto

O ‘Sistema Ponto’ é a uma prótese cirúrgica osteoancorada, adaptada com um processador de fala, indicado para pacientes que têm perda auditiva condutiva, mista e unilateral profunda e que estão impossibilitados de utilizar um aparelho auditivo convencional. Fabricado pela Oticon Medical, empresa global de soluções auditivas implantáveis, com acesso aos mais recentes avanços em pesquisa, o Ponto tem uma alta tecnologia, desenvolvida e projetada para atender às necessidades do usuário e otimizar sua experiência auditiva, garantindo melhor qualidade de vida.

4 de out de 2017

Brinquedos sonoros podem causar danos à audição das crianças

Dia das crianças chegando e o que não falta são opções de brinquedos para presentear os pequenos; inclusive aqueles com sons incríveis, que imitam naves espaciais, sirenes potentes, dinossauros ferozes e até os acordes de guitarra dos astros do rock. Eles encantam a criançada e até os adultos! Mas, por trás de toda essa magia de luzes e som – que aparentemente é inofensiva – pode morar um grande perigo para a audição das crianças. Na hora da compra, os pais devem ficar atentos às condições de segurança. O selo do INMETRO é um importante indicador de que o brinquedo é seguro e que está dentro dos limites estabelecidos na legislação.

Brinquedos sonoros do tipo ‘made in China’, vendidos em camelôs, por exemplo, são os que trazem maiores riscos e chegam a emitir ruídos acima de 85 decibéis, que é o limite recomendado pelos médicos.


Atenção com brinquedos sonoros

“A exposição frequente a níveis elevados de ruído pode causar prejuízos irreversíveis à audição desde os primeiros anos de vida. Um carrinho de polícia desses que se encontra nos calçadões, por exemplo, pode registrar até 120 decibéis de ruído; maior que o barulho de um motosserra, que é de 100 decibéis, ou de uma britadeira, que alcança 110 decibéis. Mesmo breves exposições a sons elevados podem trazer riscos, principalmente para crianças pequenas. Portanto, esteja atento na hora de comprar brinquedos. Garantir a segurança dos filhos, com certeza, não tem preço”, explica Isabela Papera, fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas.

Alguns brinquedos sonoros fazem parte de uma “lista negra”. Se você, por exemplo, tem um rock star em casa, deve redobrar a atenção ao comprar brinquedos musicais como guitarra elétrica, bateria, tambor e trombeta, que podem emitir sons de até 120 decibéis. Já nos microfones, o volume pode atingir 135 decibéis – som comparado ao da decolagem de um avião. O risco está também nas bonecas, que a cada dia ficam mais parecidas aos bebês de verdade e falam e choram a plenos pulmões. Com isso, muitas emitem ruídos que podem chegar a 110 decibéis. E até a antiga brincadeira de polícia e ladrão usando armas de brinquedo traz riscos à audição O barulho emitido pelo brinquedo é calculado em até 150 decibéis, podendo causar dor nos ouvidos de imediato.

É verdade que os ruídos estão em todos os lugares e nem sempre dá para controlar seu volume, porém, dentro de casa, por exemplo, é possível ficar de olhos – e ouvidos – atentos para a intensidade do barulho a que seu filho está exposto.

“As crianças também estão expostas a altos níveis de ruído ao brincar com videogames, frequentar sala de jogos de computadores, assistir desenhos em alto volume na TV, ouvir música em volume alto com fones de ouvido, em celulares ou aparelhagens de som. Em ambientes barulhentos é aconselhável usar protetor auricular nos pequenos”, aconselha a fonoaudióloga, que é especialista em audiologia.

A Telex oferece protetores, chamados de atenuadores, que reduzem o barulho mas não impedem que a criança ouça o som das festas e brincadeiras. Os protetores auriculares são feitos sob medida para os pequenos – é preciso avaliar a idade da criança para o uso – e também para adultos que querem se proteger da poluição sonora diária a que somos submetidos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um barulho de 70 decibéis já é desagradável para o ouvido humano. Acima de 85 decibéis pode começar a danificar o mecanismo da audição. O contato frequente com um brinquedo que emite um som elevado pode causar danos auditivos, desde os primeiros anos de vida, afetando para sempre a audição das crianças. Os menores, de até três anos, são os mais afetados. E a dificuldade de ouvir pode atrasar todo o seu desenvolvimento, seja na área da fala e também no desempenho escolar.

15 de ago de 2017

Como escolher óculos para crianças em idade escolar

As aulas voltaram e é neste momento que os pais prestam mais atenção ao desempenho de seus filhos na escola. Mas, o que poucos se atentam é que, muitas vezes, as notas baixas estão relacionadas a dificuldades para enxergar.

De acordo com o Ministério da Saúde, 30% das crianças em idade escolar no país apresentam algum tipo de ametropia. O dado também é confirmado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), que aponta que de 3% a 10% delas, com idades entre 7 e 10 anos, precisam usar óculos. Já segundo o Ministério da Educação, mais de 22% dos casos de abandono dos estudos são motivados por problemas na visão.
“É necessário observar se há maior dificuldade para reconhecer objetos e pessoas. Franzir muito a testa, apertar os olhos, tropeçar e cair com maior frequência são outros indicativos de que algo não está bem. E, quando isso acontece, compromete a qualidade das interações sociais da criança, e, principalmente, o seu aprendizado na escola”, alerta a médica oftalmologista, consultora da Óticas Diniz, Dra. Liane Iglesias.
No entanto, nem todos os pacientes infantis apresentam esses sinais. “Os erros refracionais podem passar despercebidos por um bom tempo, já que a criança não sabe o que está acontecendo com a sua visão. De maneira geral, hipermetropia, astigmatismo e miopia provocam embaçamento ou turvação na vista, dores de cabeça e cansaço visual devido ao esforço feito para tentar enxergar melhor”, esclarece a especialista. 


Como escolher óculos para crianças em idade escolar


Após a consulta com o médico oftalmologista, a realização de exames e a prescrição para o uso de óculos em mãos, o próximo passo dos pais ou responsáveis é procurar uma ótica. Para uma adaptação rápida, é importante que a criança participe da escolha do modelo para não rejeitar o acessório de imediato.

“O mais indicado é o uso de armações mais resistentes e maleáveis, como acetato ou silicone. Hoje em dia, há muitas opções de materiais e cores e, sem dúvida, vai ter um que vai agradar o seu filho”, esclarece Leandro Escudeiro, gerente de Marketing e Produto da Óticas Diniz.

Verificar como a armação está se ajusta ao rosto é outro fator que deve ser levado em consideração ao escolher óculos. Por serem pequenas, as crianças ainda não têm a base nasal completamente desenvolvida. E, para que o acessório não caia a toda hora, é preciso atenção, já que ele não pode estar nem largo ou apertado demais.

Segundo Escudeiro, motivar o uso dos óculos criando uma rotina para usá-los ajuda a diminuir as rejeições das primeiras semanas. “Explicar a importância de utilizar o acessório para enxergar melhor é fundamental para a compreensão da criança. Colocar os óculos assim que acordar e retirar apenas para tomar banho e dormir também contribui para uma melhor e rápida adaptação”, finaliza.

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