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10 de mai de 2013

Crianças sem tempo para brincar

Muitos pais exageram na dose e criam agenda de adultos para suas crianças, mas o brincar é fundamental para o desenvolvimento da criança.

Com a correria cotidiana, parece ser pecado destinar parte do dia à ociosidade, mesmo quando ainda se é criança. Nesse caso, a escolha por ocupar quase todos os minutos que seriam livres geralmente é dos pais e nem sempre é levada em consideração a opinião dos pequenos. Agora, qual será a medida certa para inserir tarefas extracurriculares na agenda deles?



A dica da educadora Maria Cecília Rodrigues de Oliveira, editora do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva, é os pais estarem sempre atentos para conseguirem identificar quando os filhos estão sobrecarregados. “Cada criança reage de uma forma. Daí a importância de os pais conhecerem bem o comportamento de seus filhos para que possam estabelecer um parâmetro entre antes do início das tarefas extracurriculares e depois. Sugiro a eles observarem a ocorrência de mudanças bruscas de comportamento da criança, como sinais de insônia, inapetência, cansaço, desatenção excessiva, irritabilidade, agressividade, choro sem explicação aparente e apatia”, afirma.

É normal que os pais tenham dúvidas sobre qual é a melhor maneira de preparar as crianças para o mundo adulto, mas a especialista ressalta que é importante eles refletirem bem antes de sair matriculando os pequenos nas mais diversas atividades. “O mais importante é que a decisão de frequentar um curso extra esteja pautada no desejo genuíno da criança, mesmo que os pais considerem que ela não apresenta grandes habilidades para aquilo. E, na medida do possível, viabilizar o acesso dos filhos a diferentes oportunidades para eles fazerem suas próprias escolhas”, destaca a editora.

No entanto, nem sempre uma criança tem clareza do que lhe está sendo proporcionado e qual o significado disso em sua vida; então, argumentar a favor da continuidade de algo que não lhe é prazeroso parece fadado ao fracasso. E a professora aconselha os pais a acompanhar o desempenho dos filhos nessas aulas, buscando informações sobre o comportamento e os relacionamentos deles nesses locais. “Se os adultos perceberem que não há interesse por parte da criança em fazer determinada atividade, repensem sobre quão madura emocionalmente ela está para assumir novas responsabilidades. Às vezes, é melhor adiar um pouco”, explica Maria Cecília.

Como é por meio do “brincar” que a criança aprende pouco a pouco quem é ela e o outro e quais são as dimensões do próprio corpo e suas possibilidades e limitações, os adultos devem estar atentos para não tirar o espaço para as brincadeiras do dia a dia dos filhos. “É brincando que uma criança exercita diferentes papéis, aprende a elaborar hipóteses e a lidar com as fantasias. A brincadeira possibilita à criança vivenciar um mundo mágico e criativo que lhe abre portas para usufruir a realidade de modo saudável, seja na interação com outras pessoas como no prazer que encontra nas atividades que realiza”, finaliza.

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